Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2021
O presidente Jair Bolsonaro foi convidado oficialmente para se filiar ao Patriota nesta terça-feira (1º), de acordo com o senador Flávio Bolsonaro (RJ), que se filiou à sigla na segunda (31). De acordo com Flávio, Bolsonaro vai conversar com deputados aliados antes de anunciar sua decisão, que deverá ocorrer “em breve”.
Flávio publicou nesta terça uma foto ao lado de Bolsonaro e do presidente do Patriota, Adilson Barroso, no Palácio do Planalto. O senador não explicou se a reunião, que não consta da agenda de Bolsonaro, ocorreu nesta terça ou ainda na segunda-feira.
“Presidente Jair Bolsonaro recebeu o convite oficial de Adilson Barroso para se filiar ao Patriota. Bolsonaro quer conversar com os deputados de sua base para, em breve, anunciar a decisão”, escreveu Flávio em sua conta no Twitter.
Na segunda-feira, após sua filiação, o senador havia dito ao jornal O Globo que a tendência era que fosse seguido pelo seu pai:
“Adilson vai fazer convite oficial de filiação ao Bolsonaro. Talvez esta semana. A tendência natural é que ele venha. Agora vamos trabalhar por uma grande coalizão em 2022 com partidos como PP, PL, Republicanos, PSL e outras siglas que deverão fazer parte dessa nova etapa do Brasil”, declarou.
Na manhã desta terça, no entanto, ao ser questionado por um apoiador sobre a entrada de Flávio na legenda, Bolsonaro riu e desconversou:
“O que vale é a minha filiação.”
A convenção nacional do Patriota, no qual foi anunciada a filiação de Flávio e que pode abrir caminho para o ingresso de Bolsonaro, foi alvo de contestação na Justiça Eleitoral. Integrantes da sigla afirmam terem sido surpreendidos com a presença de Flávio, anunciado como líder da sigla no Senado. Eles ainda acusam Adilson Barroso de ter cometido uma série de irregularidades para obter a maioria, fazer mudança no Estatuto e favorecer a entrada do grupo de Bolsonaro.
O Patriota tem um histórico de contas reprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Criada em 2012 com o nome Partido Ecológico Nacional (PEN), a legenda teve as contas daquele ano rejeitadas parcialmente. Depois disso, elas foram desaprovadas em 2014 e 2015. As contas dos anos seguintes ainda não foram analisadas. No caso de 2016, já há manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo nova reprovação.
Os comentários estão desativados.