Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de janeiro de 2026
"Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto", declarou Trump
Foto: ReproduçãoO presidente americano, Donald Trump, afirmou que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, vai pagar um “preço muito alto” se não cooperar com os Estados Unidos.
A declaração, dada por telefone à revista The Atlantic, aconteceu um dia após o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter sido capturado pelo governo dos Estados Unidos no último sábado e ser levado a um centro de detenção norte-americano.
Segundo Trump, o custo dos próximos passos de Rodríguez podem ser ainda mais altos do que os de Maduro.
“Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, disse.
Mais cedo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também disse que o país estava pronto para trabalhar com os líderes remanescentes da Venezuela, caso tomem “a decisão correta”.
“Vamos avaliar tudo pelo que eles fizerem, e vamos ver o que farão”, disse Rubio à emissora americana CBS News.
Ele ainda acrescentou:
“Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão.”
O secretário disse também que é prematuro falar em eleições no país neste momento e que há “muito trabalho pela frente”.
Reações
O dia seguinte à prisão de Maduro pelos EUA também foi de reações de países aliados à Venezuela.
A Coreia do Norte, por exemplo, afirmou que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela são a “forma mais grave de violação de soberania”.
O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano ainda disse que está atento à gravidade da atual situação no país sul-americano, causado pelo “ato de arbitragem dos EUA”.
“O incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA”, declararam.
Para o governo norte-coreano, a situação atual na Venezuela causou uma “consequência catastrófica
Também nesse domingo (4), o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Estados Unidos devem libertar imediatamente o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, e resolver a situação na Venezuela por meio de diálogo e negociação.
O ministério afirmou em um comunicado em seu site que os Estados Unidos também deveriam garantir a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, alegando que a deportação deles violou o direito e as normas internacionais.
A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que disputas internas no país devem ser resolvidas “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”.
Detenção
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite de sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas, de acordo com o governo americano.
Mais cedo, Maduro foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Um perfil oficial da Casa Branca no X divulgou as imagens do venezuelano escoltado por agentes.
Em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um “grupo” que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria.
Também no sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.
Segundo Bondi, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — também detida pelas autoridades americanas —, foram formalmente acusados dos crimes de conspiração para narcoterrorismo; conspiração para importação de cocaína; posse de metralhadoras e dispositivos explosivos; e conspiração para posse de metralhadoras.