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Política Trump convida o Brasil para evento contra a “extrema esquerda”

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O secretário Marco Rubio conviou mais de 60 países para debater o suposto "ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda". (Foto: Daniel Torok/The White House)

O Brasil recebeu um convite do governo do presidente Donald Trump para participar de um encontro que será realizado em Washington, na próxima semana, com foco no debate sobre o que a administração norte-americana descreve como o “ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda”.

A informação foi confirmada ao g1 tanto pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil quanto pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, responsável pela política externa do país.

Em nota, o Departamento de Estado informou que “O secretário Rubio sediará uma reunião ministerial sobre o ressurgimento do terrorismo político em 16 de julho, em Washington, D.C. O Secretário convidará mais de 60 países de diversas regiões, incluindo o Hemisfério Ocidental, a Europa e a Ásia”, destacando o caráter internacional da iniciativa.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em declaração concedida ao jornal “The Washington Post”, a realização do encontro foi motivada pela avaliação do governo norte-americano de que o terrorismo associado à extrema esquerda representa “uma antiga ameaça que ressurge com fortes ligações transnacionais”.

No início de 2025, Donald Trump assinou uma ordem executiva classificando o movimento Antifa como organização terrorista. A medida integrou um conjunto de ações anunciadas por seu governo voltadas ao enfrentamento de grupos que, segundo a administração, estariam envolvidos em atos de violência política.

Trump também havia prometido adotar medidas contra setores da esquerda após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. Entretanto, até o momento, não há indícios de que pessoas ligadas à esquerda tenham participado do crime. O principal suspeito pela morte de Kirk, Tyler Robinson, afirma ser militante de extrema direita.

A decisão do governo Trump de enquadrar o Antifa como organização terrorista gerou críticas entre pesquisadores e especialistas. Segundo o entendimento predominante na ciência política, o movimento não funciona como uma organização estruturada, com liderança centralizada ou cadeia formal de comando. Em vez disso, é descrito como uma rede composta por ativistas e grupos autônomos que atuam de forma independente.

O termo Antifa é uma abreviação para antifascistas e costuma ser utilizado para identificar coletivos e militantes ligados a diferentes correntes da esquerda e da extrema esquerda em diversos países. Especialistas em contraterrorismo afirmam que o movimento não existe como uma entidade única e organizada. Ao mesmo tempo, há acusações de que integrantes ou grupos identificados com a pauta antifascista tenham participado de episódios de violência e ataques armados em território norte-americano.

Em março deste ano, a agência Reuters informou que o governo Trump trabalhava na organização de uma cúpula internacional voltada ao combate aos Antifas e a outros grupos considerados uma preocupação pelas autoridades dos Estados Unidos. (Com informações do portal de notícias g1)

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