Quarta-feira, 01 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 12 de janeiro de 2026
Presidente dos EUA afirmou que fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos para Havana seria interrompido.
Foto: ReproduçãoO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou Cuba neste domingo (11) a “fazer um acordo” ou enfrentar consequências não especificadas. Ele alertou que o fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos para Havana seria interrompido.
“NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO INDO PARA CUBA – ZERO!”, disse Trump em sua plataforma Truth Social. “Sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.”
O americano já havia afirmado anteriormente que o ataque à Venezuela era uma mensagem para Cuba. Após a operação militar que resultou na queda de Nicolás Maduro, o republicano teceu críticas à gestão do presidente Miguel Díaz-Canel, que assumiu o governo em 2018.
“Cuba é um caso interessante, não está indo muito bem agora. Esse sistema não tem sido muito bom para Cuba. O povo lá tem sofrido por muitos, muitos anos. Cuba é uma nação falida, e queremos ajudar o povo”, disse Trump a jornalistas no dia 3 de janeiro.
Sobre a operação da Venezuela deixar uma mensagem direta à Cuba, o republicano afirmou no dia 3: “É muito semelhante no sentido de que queremos ajudar o povo em Cuba, mas também queremos ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba e vivem neste país”.
Na mesma ocasião, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que o recado de Trump a Cuba deve ser levado a sério. “Cuba é um desastre. É administrada por homens incompetentes e senis, e em alguns casos, não senis, mas incompetentes. No entanto, não há economia. É um colapso total”, afirmou.
Logo após, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos”, escreveu o líder da ilha em publicação na rede social X, após enfatizar que seu país “está se preparando” e “pronto para defender a pátria até a última gota de sangue”.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, escreveu em uma publicação nas redes sociais que Cuba, “ao contrário dos EUA”, não tem “um governo que se preste a atividades mercenárias, chantagem ou coerção militar contra outros Estados”.
Em relação às importações de petróleo, Rodríguez afirmou que seu país “tem o direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo e que exercem seu próprio direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais dos EUA”.
“A lei e a justiça estão do lado de Cuba. Os EUA se comportam como uma potência hegemônica criminosa e descontrolada que ameaça a paz e a segurança, não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo”, acrescentou.
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