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Mundo Trump diz que a guerra durará até a “rendição incondicional” do Irã

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Trump disse que exige o direito de ajudar a escolher o sucessor do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa sexta-feira (6), quase uma semana após atacar o Irã em uma ofensiva articulada com Israel, que não haverá acordo com a teocracia exceto a “rendição incondicional”.

“Depois disso, e da escolha de um grande e aceitável líder, nós, e muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição”, disse o republicano em uma publicação na sua rede social. “Faça o Irã grande novamente!”

Em declaração a repórteres em Washington, porém, Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, disse que o Irã será considerado em estado de “rendição incondicional” assim que o presidente Trump determinar que o país não representa mais uma ameaça aos Estados Unidos.

“Quando ele, como comandante-chefe das Forças Armadas, determinar que o Irã não representa mais uma ameaça aos Estados Unidos da América e que o objetivo da Operação Fúria Épica foi plenamente alcançado, então o Irã estará essencialmente em uma situação de rendição incondicional”, disse Leavitt.

A declaração de Trump ocorreu poucas horas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmar que alguns países “já iniciaram esforços de mediação”, sem especificar quais nações estariam por trás de possíveis negociações.

“Sejamos claros: estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a soberania de nossa nação. A mediação deve abordar aqueles que subestimaram o povo iraniano e deflagraram este conflito”, afirmou o líder na rede social X.

Ao longo da última semana, Trump deu declarações imprecisas sobre a duração do conflito. Ao jornal britânico Daily Mail, afirmou que a guerra duraria “quatro semanas ou menos”. Já em uma cerimônia na Casa Branca, estimou “quatro ou cinco semanas ou mais” de combates, embora tenha dito que os EUA têm capacidade para “ir muito além disso”.

À Reuters, Trump disse que exige o direito de ajudar a escolher o sucessor do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra.

Em uma entrevista publicada na quinta (5) pela revista Time, Trump admitiu a possibilidade de retaliações do Irã atingirem o território americano, mas minimizou esse cenário afirmando que americanos já se preocupam com isso.

“Pensamos nisso o tempo todo. Nos preparamos para isso. Mas, sim, esperamos algumas coisas. Como eu disse, algumas pessoas vão morrer. Quando você entra em guerra, algumas pessoas morrem”, afirmou à revista americana. “Como eu disse, algumas pessoas vão morrer. Quando se vai à guerra, algumas pessoas morrem.” As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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