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Mundo Trump diz que Estados Unidos aceitam negociar com Irã, mas que cessar-fogo “terminou”

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Na Otan, Trump já havia sinalizado que, em sua avaliação, a trégua havia perdido a validade.

Foto: Reprodução
Na Otan, Trump já havia sinalizado que, em sua avaliação, a trégua havia perdido a validade. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10) que o governo americano aceitou retomar as negociações com o Irã, após um pedido feito por Teerã. Ao mesmo tempo, porém, declarou que considera encerrado o cessar-fogo entre os dois países e voltou a acusar os iranianos de violarem os compromissos assumidos nas tratativas.

“O Irã nos pediu que continuássemos as ‘conversas’. Nós aceitamos fazer isso, mas os Estados Unidos informaram, sem margem para dúvidas, que o cessar-fogo TERMINOU”, escreveu Trump no Truth Social.

O cessar-fogo, firmado em abril para interromper semanas de confrontos entre Estados Unidos e Irã, vinha sendo marcado por episódios de violência de menor intensidade.

Nos últimos dias, porém, a escalada das hostilidades voltou a aumentar, com ataques iranianos a navios mercantes e ofensivas aéreas americanas em retaliação. O Irã também lançou drones e mísseis contra alvos dos EUA no Oriente Médio.

Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada nesta semana em Ancara, Trump já havia sinalizado que, em sua avaliação, a trégua havia perdido a validade. Na ocasião, chamou autoridades iranianas de “lixo” e “doentes” e acusou Teerã de distorcer repetidamente os termos do protocolo firmado entre os dois países em junho, que reafirmava os compromissos do cessar-fogo.

A tensão também foi alimentada por novas informações de inteligência. Segundo o The Wall Street Journal, o governo de Israel compartilhou com os Estados Unidos indícios de um novo plano do Irã para assassinar Trump. Embora autoridades americanas afirmem não haver evidências de uma ameaça iminente, elas avaliam que Teerã mantém o presidente dos EUA como um alvo potencial desde o ataque que matou o general iraniano Qassim Suleimani, em 2020.

Ao comentar o conflito durante a cúpula da Otan, em Ancara, Trump voltou a mencionar as ameaças contra sua vida e afirmou que continua sendo o “número 1 na lista” de alvos do regime iraniano. O presidente americano também disse que conversaria com o enviado especial Steve Witkoff e com seu genro, Jared Kushner, envolvidos nas negociações com Teerã, mas reiterou que cabe ao governo iraniano dar o próximo passo para avançar no diálogo.

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vanderlei stefani
10 de julho de 2026 13:32

O laranjão tá mais rejeitado que o Flávio rachadinha

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