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Mundo Trump diz ser uma “grande honra” matar líder do Irã; rival fala em “dar lição” aos Estados Unidos

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Trump afirmou que o regime iraniano vai cair, "mas talvez não imediatamente". (Foto: Al Jazeera)

O Irã afirmou que seu país “dará uma lição memorável” a Estados Unidos e Israel após o ataque que iniciou a guerra no Oriente Médio. Donald Trump, por sua vez, afirmou em sua rede social que considera uma “grande honra” a operação dos EUA contra o país persa. “Estamos destruindo completamente o regime terrorista do Irã, militar, econômica e de todas as outras formas”, afirmou.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irá informou que suas “Forças Armadas estão firmemente determinadas a dar uma lição memorável ao inimigo”. “Não podemos aceitar que os americanos falem de diálogo e cessar-fogo de tempos em tempos, apenas para nos vermos confrontados com a repetição desses crimes e dessa guerra”, disse Esmail Baghai, referindo-se ao conflito anterior, ocorrido em junho passado, que terminou após 12 dias de combates.

Trump havia declarado que “a Marinha do Irã foi dizimada, sua Força Aérea também, mísseis, drones e tudo o mais estão sendo destruídos, e seus líderes foram varridos da face da Terra”. Ele voltou a atacar o jornal The New York Times, ao dizer que, quem o lê, “pensará erroneamente” que os EUA não estão vencendo a guerra.

“Temos poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo —observe o que acontecerá com esses canalhas desvairados hoje”, afirmou. “Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º Presidente dos EUA, estou matando eles. Que grande honra é fazer isso!”

Mais tarde, o americano afirmou, sem dar detalhes, que o regime iraniano vai cair, “mas talvez não imediatamente”.

Ameaças de Israel

Em tom similar, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, fez ameaças ao regime iraniano durante sua primeira entrevista coletiva desde o início da guerra, na quinta-feira (12). Ao ser questionado sobre novas ações contra o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, o premiê afirmou: “Eu não emitiria apólices de seguro de vida para nenhum dos líderes da organização terrorista”.

Netanyahu disse que Mojtaba – anunciado no posto no último domingo (8) – é um “fantoche da Guarda Revolucionária” e que não teria condições de aparecer em público. Ele também voltou a incentivar a população a derrubar o regime: “O momento em que vocês poderão embarcar em um novo caminho de liberdade está se aproximando. Estamos com vocês, mas, no final, depende de vocês”.

Ainda nessa sexta (13), uma explosão matou pelo menos uma pessoa perto de uma manifestação em apoio à causa palestina que se tornou um protesto pró-regime em Teerã, segundo a agência de notícias oficial iraniana.

Nenhum detalhe adicional foi divulgado, mas o Exército de Israel havia determinado que as pessoas se retirassem de duas áreas no centro da capital iraniana, próximas ao local da manifestação, neste 14º dia da guerra. As forças anunciaram que realizariam ataques à “infraestrutura militar do regime iraniano”.

Segundo a televisão estatal, explosões massivas atingiram o centro de Teerã logo em seguida. Mais cedo, a emissora exibiu imagens de multidões reunidas na capital e em outras cidades para comemorar o feriado do Dia de Al-Quds, a última sexta-feira do Ramadã, em apoio à causa palestina.

Guarda Revolucionária

Em paralelo, a Guarda Revolucionária do Irã advertiu no mesmo dia que qualquer nova manifestação contra o regime enfrentará uma resposta “mais dura” do que em janeiro, quando milhares de pessoas foram mortas durante a repressão a protestos.

“Agora, o inimigo maligno, ao fracassar em alcançar seus objetivos no campo de batalha, volta a tentar instilar o medo e provocar tumultos nas ruas”, afirmou o Exército iraniano. Em caso de novas mobilizações, haverá “uma resposta ainda mais forte do que a de 8 de janeiro”, acrescentou a nota.

Ao iniciar a ofensiva contra o Irã há quase duas semanas, os governos de EUA e Israel incentivaram a população da República Islâmica a protestar contra as autoridades. No fim de dezembro, os protestos contra o elevado custo de vida no Irã, afetado pelas sanções ocidentais, viraram um amplo movimento de contestação contra as autoridades.

Número de mortos

O balanço oficial de mortos divulgado pelas autoridades supera 3 mil pessoas que, segundo o regime, eram em sua maioria integrantes das forças de segurança ou transeuntes. Várias ONGs, no entanto, acusaram as forças de segurança iranianas de abrir fogo deliberadamente contra os manifestantes. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, ONG com sede nos EUA, afirma que mais de 7 mil pessoas foram mortas. (As informações são da Folha de S. Paulo)

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