Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de abril de 2024
Os doadores de Donald Trump já pagaram mais de US$ 76 milhões em despesas com advogados desde janeiro de 2023, cerca de 26% do total arrecadado para a campanha do ex-presidente dos Estados Unidos, no mais recente sinal de que as suas várias batalhas judiciais estão drenando os recursos para a eleição de novembro.
Ao mesmo tempo, os grupos políticos, incluindo os super comitês de ação política (PACs), que apoiam o presidente democrata Joe Biden, estão arrecadando muito mais do que os grupos pró-Trump – US$ 413 milhões contra US$ 326 milhões – de acordo com dados oficiais das campanhas divulgados no fim de semana.
Os grupos de Biden têm US$ 188 milhões em dinheiro, enquanto os grupos de Trump têm US$ 122 milhões – uma diferença próxima da quantia que este último gastou em aconselhamento jurídico.
Em março Trump gastou US$ 4,9 milhões com advogados e tem apenas US$ 6,8 milhões nas contas que usa para financiar suas despesas legais, o que sugere que o ex-presidente poderá ter um problema de caixa à medida que seus custos de julgamento aumentam.
Trump enfrenta quatro processos criminais e um caso de fraude civil que ameaça o seu império empresarial.
Fase oral
O primeiro julgamento criminal de um ex-presidente dos Estados Unidos teve o início de sua fase oral nessa segunda-feira (22), quando promotores e advogados apresentaram as declarações iniciais sobre a suposta fraude contábil cometida por Donald Trump. O caso sem precedentes tem como pano de fundo os esforços do republicano para encobrir um escândalo sexual: ele teria subornado a atriz pornô Stormy Daniels para que ela não comentasse sobre uma relação extraconjugal ocorrida uma década antes na véspera das eleições presidenciais de 2016, na qual Trump saiu vitorioso. Se condenado, o bilionário poderá enfrentar até quatro anos de prisão.
As declarações iniciais do julgamento incluíram uma prévia do que os jurados ouvirão das testemunhas e do que verão em termos de evidências documentais nas próximas seis semanas, tempo previsto para a conclusão do caso. Logo no começo, os promotores de Manhattan afirmaram que o magnata orquestrou um “esquema criminoso” para influenciar o pleito de 2016. Em sua argumentação oral, o promotor Matthew Colangelo declarou que o caso é sobre “uma conspiração criminosa” e que Trump “mentiu repetidas vezes” para ocultar o pagamento de US$ 130 mil (R$ 680 mil, na cotação atual) a Stormy.
A Promotoria tentará demonstrar que Trump orquestrou – ou pelo menos autorizou – que seu então advogado pessoal Michel Cohen tirasse a quantia do próprio bolso para pagar a atriz. Mais tarde, o dinheiro foi devolvido a ele em prestações disfarçadas de “despesas legais”. A acusação também inclui acordos semelhantes ao de Stormy para encobrir outros potenciais escândalos. É o caso, por exemplo, de uma ex-modelo da revista Playboy e de um porteiro que afirmou que o bilionário teve um filho fora do casamento. Para o promotor da Suprema Corte de Manhattan, Alvin Bragg, trata-se de um caso de interferência eleitoral. As informações são dos jornais Valor Econômico e O Globo e de agências internacionais de notícias.
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