Sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Por Luís Eduardo Souza Fraga | 29 de agosto de 2025
Laguna dos Patos.
Foto: ReproduçãoEsta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Viajar e conhecer vários lugares, este é o sonho de muitas pessoas, quem não gosta de “turistar”?
O turismo é responsável por uma parcela considerável da economia de muitos lugares e no Rio Grande do Sul não é diferente, mas o turismo não se faz por si só, depende de alguns fatores e entre eles, um em especial, a “Cultura”.
Geralmente quando alguém nos convida para visitar um lugar ou uma cidade, a primeira pergunta é: o que há para vermos lá?
Essa pergunta remete ao fundamento do turismo, algo para ver, apreciar, fotografar, estudar, pesquisar, consumir, se encantar!
Dessa forma acontece o “Turismo Cultural”, pessoas que se deslocam de seus locais de origem para conhecer novos lugares, por causa da cultura que lá está.
O Rio Grande do Sul é privilegiado nesse quesito, possui uma história belíssima e um legado cultural fabuloso, o que o coloca entre os principais pontos turísticos do Brasil e da América.
Temos municípios que “transpiram” história e cultura, que encantam os turistas com suas belezas naturais, sítios históricos, prédios antigos, monumentos, gastronomia, entre tantas outras atrações.
A aposta da hora, dos governos estaduais, é o turismo cultural, atraindo pessoas aos seus estados e municípios, muitos desses organizados em regiões com determinada identificação cultural, dentro desse contexto quero citar Barra do Ribeiro, conhecida como “Terra da Fábrica de Gaiteiros”, que faz parte da região da Costa Doce Gaúcha, uma das mais belas do Brasil.
Trata-se de uma região que costeia a Laguna dos Patos e se estende de Barra do Ribeiro a Rio Grande, no sul do estado, com praias de água doce belíssimas.
Podemos citar tantas outras regiões, como por exemplo a Região das Missões, a Campanha, a Serra e o Litoral.
A região missioneira, no noroeste do estado, em 2026, estará completando 400 anos das “Missões Jesuíticas Guaranis”, os preparativos já estão em andamento, serão inúmeros eventos em várias cidades, entre essas, Santo Ângelo e São Miguel, onde as ruínas são as grandes atrações, também possuem museus, gastronomia típica, shows e muito mais.
A novidade turística da hora é a estátua do “Cristo Protetor” no município de Encantado, que possui uma altura maior que a do Rio de Janeiro, uma grande atração para o nosso “Turismo Cultural”.
A serra gaúcha, mundialmente conhecida por sua beleza e peculiaridade incomum, dispensa maiores comentários e segue em constante renovação para agradar e buscar novos turistas.
Havia uma expectativa que após a pandemia, haveria uma intensa atividade turística no RS, pois as pessoas estavam afetadas psicologicamente pelas restrições de deslocamento, as perdas humanas e tudo o que aconteceu no período pandêmico e, viajar, seria a “válvula de escape”, pelo que vemos isso está acontecendo, o turismo está aquecido e a economia agradece.
Com toda essa atividade turística no estado, muitas oportunidades de emprego e empreendedorismo estão surgindo, com isso a qualificação profissional se faz necessária para suprir essas demandas, estudar, buscar conhecimento e formação técnica é o caminho certo.
Antes de conhecer o mundo, conheça a tua aldeia, o Rio Grande do Sul irá te surpreender com um belíssimo, contagiante e prazeroso, “Turismo Cultural”.
Prof. Luís Eduardo Souza Fraga
Historiador e Escritor fragaluiseduardo@gmail.com
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.