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Geral Turquia levará Israel ao Tribunal Penal Internacional por “crimes de guerra”

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O presidente turco Tayyip Erdogan tem criticado veementemente as ações de Israel em Gaza. (Foto: Reprodução)

A Turquia “riscou” o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e se esforçará para levar Israel ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por suas ações em Gaza, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, no sábado (4), de acordo com a agência estatal turca Anadolu.

A bordo do avião presidencial, Erdogan descreveu o primeiro-ministro Netanyahu como “já não é alguém com quem possamos falar”, acrescentando: “Nós o riscamos”.

O presidente turco tem criticado veementemente as ações de Israel em Gaza, acusando na semana passada Israel de ir além do seu direito de se defender, cometendo o que descreveu como “opressão, atrocidade” e “massacre” em Gaza.

No sábado, Erdogan relembrou um discurso que fez num recente comício pró-Palestina, durante o qual anunciou o apoio da Turquia a “iniciativas que levariam as violações dos direitos humanos e os crimes de guerra de Israel ao Tribunal Penal Internacional”.

“As nossas autoridades relevantes, especialmente o nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros, realizarão este trabalho”, acrescentou Erdogan, segundo a Anadolu.

O presidente turco deve se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em breve, após o principal diplomata dos EUA ter acrescentado uma escala na Turquia à sua viagem diplomática pelo Oriente Médio.

Israel não é membro do TPI, órgão criado em 2002 para fazer justiça aos considerados responsáveis ​​por crimes contra a humanidade e genocídio.

Líbano

Em outra frente, o Líbano denunciou nesse domingo (5) que três crianças e uma mulher morreram vítimas de um ataque aéreo de Israel na cidade de Ainata, no sul do país. As tropas israelenses têm trocado fogo com o Hezbollah – grupo radical islâmico libanês – que disse ter lançado uma nova rodada de foguetes em resposta à morte dos civis. Tel-Aviv ainda não havia comentado a acusação.

O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, declarou em comunicado transmitido pela agência estatal de notícias que o “crime hediondo não ficará impune” e prometeu apresentar uma reclamação formal contra Israel na ONU.

Ainda segundo a agência, o ataque aéreo atingiu dois carros civis, que transportavam membros da mesma família. Um deles explodiu matando a mulher e três crianças de 10, 12 e 14 anos. O IDF, sigla em inglês para Forças de Defesa de Israel, ainda não se pronunciou sobre a acusação.

O alegado ataque israelense aumenta a tensão na fronteira entre os dois países, onde o Hezbollah tem trocado disparos com Israel desde o início da guerra. Nesse domingo, o grupo radical reivindicou a autoria de foguetes que atingiram a cidade israelense de Kiryat Shmona, no norte do país, e disse que o lançamento foi uma resposta à morte dos civis libaneses.

Mais cedo, o IDF confirmou a morte de um cidadão israelense e atribuiu a culpa aos radicais islâmicos. “O Hezbollah continua desestabilizando a fronteira e arrisca a estabilidade no sul do Líbano”, disse o porta-voz Avichay Adraee no X (antigo Twitter).

O Hezbollah é um grupo radical islâmico financiado pelo Irã, que integra o chamado “Eixo da Resistência” uma aliança informal que inclui o Hamas, na Faixa de Gaza, e os rebeldes Houthi, no Iêmen. Além do braço paramilitar, o grupo também tem atuação política no Líbano.

A força estimada do Hezbollah é de 50 mil a 100 mil combatentes, além de um vasto arsenal com 200 mil armas, incluindo mísseis de alta precisão, aponta o Instituto de Estudos para Segurança Nacional, think tank com sede em Tel-Aviv.

Um conflito com o Hezbollah não seria inédito. Em 2006, as tropas de Israel invadiram o sul do Líbano, depois que os radicais islâmicos lançaram foguetes na fronteira e sequestraram dois soldados israelenses. O conflito se arrastou por 34 dias e matou quase 1,2 mil pessoas, apontou uma investigação conduzida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU. As informações são da CNN, do jornal O Estado de S. Paulo e da agência de notícias AP.

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