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Mundo Um ataque hacker lançado da China invadiu satélites e empresas de defesa dos Estados Unidos

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O texto chama o usuário de pervertido e alega poder provar que tem imagens de seus “prazeres” e pede para que ele baixe um arquivo. (Foto: Reprodução)

Uma sofisticada campanha de hackers lançada a partir de computadores na China invadiu operadores de satélites, empresas de defesa e de telecomunicações nos Estados Unidos e no Sudeste da Ásia, informaram pesquisadores de segurança da Symantec. A empresa afirmou que o ataque parece ser impulsionado por metas nacionais de espionagem, como a interceptação de comunicações militares e civis.

Essas capacidades de interceptação são raras, mas não são inéditas, e os pesquisadores não puderam dizer quais comunicações podem ter sido comprometidas. O mais perturbador neste caso é que os hackers infectaram computadores que controlavam os satélites, de modo que eles poderiam ter mudado as posições dos dispositivos em órbita e interrompido o tráfego de dados, disse a Symantec.

“A interrupção dos satélites poderia deixar as instalações civis e militares sujeitas a grandes polarizações [no mundo real]”, disse Vikram Thakur, diretor-técnico da Symantec. “Somos extremamente dependentes de sua funcionalidade.”

A Symantec informou que já compartilhou informações técnicas sobre o ataque com o FBI e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Também informou agências de defesa na Ásia e outras empresas de segurança. O FBI não respondeu a um pedido de comentário. Segundo o executivo, o acesso dos hackers já foi removido dos sistemas infectados.

Segundo Thakur, a Symantec detectou o uso indevido de ferramentas de software comuns em sites de clientes em janeiro, levando à descoberta da campanha em alvos não identificados. Ele atribuiu o ataque a um grupo chamado internamente como Thrip — outras empresas possuem nomes diferentes para ele.

Não ficou claro como o Thrip conseguiu entrar nos sistemas. No passado, dependia de e-mails enganosos que infectavam anexos ou levavam os destinatários a links maliciosos. Desta vez, em vez de infectar os computadores de usuários, mirou os servidores, o que dificulta a detecção.

A Symantec não culpou diretamente o governo chinês pelo ataque. A empresa disse que os hackers lançaram sua campanha de três computadores na região. Em teoria, essas máquinas poderiam ter sido comprometidas por alguém em outro lugar.

Condenado

Um canadense acusado de ajudar agentes russos de inteligência a invadir contas de email como parte de uma grande violação de dados no Yahoo foi condenado a cinco anos de prisão e a pagar uma multa de US$ 250 mil. O comprometimento dos dados chegou a 500 milhões de contas da empresa.

Karim Baratov, que admitiu culpa em novembro de 2017 em San Francisco, foi sentenciado pelo juiz distrital dos Estados Unidos, Vince Chhabria, informou a Procuradoria dos EUA.

Cidadão canadense nascido no Cazaquistão, Baratov foi preso no Canadá em março de 2017, a pedido dos promotores dos EUA. Mais tarde, ele renunciou ao seu direito de lutar contra um pedido de extradição para os Estados Unidos. Os promotores pediram sentença de 94 meses, mas os advogados de Baratov argumentaram que o tempo de prisão deveria ser menor, de 45 meses.

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