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Brasil Um Boeing 767 da Força Aérea Brasileira levou o último contingente de militares brasileiros ao Haiti

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Missão no Haiti acaba oficialmente em 15 de outubro. (Foto: Tereza Sobreira/Ministério da Defesa)

Um Boeing 767 da FAB (Força Aérea Brasileira) decolou nessa quinta-feira do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), levando a tropa do 26º Contingente Militar Brasileiro para a última Missão de Paz no Haiti. O grupo é composto por 970 militares, sendo 181 da Marinha, 639 do Exército e 30 da Aeronáutica.

A retirada das tropas da ONU do Haiti foi decidida pelo Conselho das Nações Unidas. Este último contingente chegou a Porto Príncipe, capital haitiana, no mesmo dia. Nos próximos dois dias, eles farão a substituição dos militares que estão há seis meses no Haiti e que retornarão para o Brasil no próximo final de semana.

O Brasil atua na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) desde 2004, quando o governo brasileiro foi convidado pela ONU para liderar as forças internacionais com o objetivo de promover a paz no país.

Nesses 13 anos de missão, mais de 35 mil militares já passaram pelo Haiti. Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, além do começo da operação, quando os militares brasileiros tiveram que entrar em confronto com milícias haitianas, os dois momentos mais marcantes foram: o terremoto que devastou parte do Haiti, em 2010, e o furacão Mattew, que atingiu diversas regiões no ano passado.

Os componentes dos 26º Contingente Brasileiro começarão o seu retorno para o Brasil em 31 de agosto. A meta é que em 15 de outubro toda a tropa já tenha regressado ao país. “Nós iremos a Porto Príncipe para a cerimônia de partida daquele país”, disse Jungmann.

A próxima missão de paz das Forças Armadas brasileira deverá ocorrer na África. “Uma das possibilidades em análise é a República Centro Africana. Mas esta decisão tem que ser tomada pelo Presidente da República”, disse o ministro. Segundo Jungmann, os integrantes das Forças Armadas “deram ao Brasil um reconhecimento mundial como país provedor da paz, por isso eles merecem respeito”.

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