Domingo, 27 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de maio de 2018
Enquanto ocorria no plenário no Palácio do Planalto a cerimônia de comemoração de dois anos do governo do presidente Michel Temer, na Câmara dos Deputados o vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (MDB-MG) fez duras críticas ao chefe do Executivo e aos seus ministros.
“Minas Gerais vai se levantar, presidente, para demonstrar a você, com essa tirania e esse monte de ministros, a maioria deles implicados na Operação Lava-Jato. A maioria deveria estar sabe onde? Lá em Curitiba, não no Palácio do Planalto”, bradou na tribuna do plenário do Legislativo.
Ramalho, que também reclama da falta do repasses de R$ 250 milhões por parte da União ao Estado, ironizou o slogan inicialmente adotado pelo governo no convite do evento, que dizia “O Brasil Voltou, 20 anos em 2′”, uma referência aos “50 anos em 5” do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1960), popularmente conhecido como “JK”.
“Minas Gerais é a terra de Juscelino! Não compare este governo com JK. Porque isso é um absurdo, JK era um democrata e foi um dos maiores presidentes que o Brasil já teve. Presidente Temer, respeite o nosso Estado!”, prosseguiu o parlamentar. Após a repercussão negativa do slogan, o governo acabou mudando o mote da campanha para “Avançamos”.
O vice-presidente da Câmara também chamou Temer de “insensível” e disse que ele “não tem força” para determinar ao ministro das Cidades “o que tem que ser feito”. Isso, segundo ele, teria permitido aumento de 88% da tarifa do metrô em Belo Horizonte (MG).
“Não sabe esse insensível governo que conversamos com o presidente Michel Temer e ele, que não tem força com o ministro das Cidades para determinar o que tem que ser feito, deixou que esse aumento fosse colocado. Tive, como cidadão, que entrar com uma ação popular e liminarmente esse aumento foi suspenso.”
O deputado federal mineiro ainda acusou Temer de agir com “ingratidão” com a bancada de Minas por não te liberado os R$ 250 milhões prometidos no final do ano para o Estado aos parlamentares.
“O governo não liberou pra Minas Gerais R$ 250 milhões, mas neste ano já liberou R$ 150 milhões para a bancada do Rio Grande do Sul”, comparou. Minas está sendo desrespeitada e hoje eu convoco toda a bancada mineira [formada por 53 deputados e três senadores.] para que a gente obstrua os trabalhos nessa casa.”
Justiça
O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) suspendeu, na última sexta-feira, o reajuste de quase 89% nas tarifas do metrô de Belo Horizonte. A nova tarifa do metrô entrou em vigor no mesmo dia, passando de R$ 1,80 para R$ 3,40. A medida havia sido solicitada por Ramalho, através de uma ação popular aceita pelo juiz Mauro Pena Rocha, da 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte.
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