Sábado, 04 de Abril de 2020

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Capa – Magazine Museu de Arte do Rio Grande do Sul completa 65 anos de fundação

(Foto: Divulgação/Margs)

Instituição de referência no setor cultural, o Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul) completou 65 anos de fundação no sábado. Desde a sua criação, por meio de um decreto estadual de 27 de julho de 1954, foram diversos endereços em Porto Alegre até chegar à sede definitiva, em 1978, na Praça da Alfândega (Centro Histórico).

O prédio construído em 1913 para abrigar a antiga Delegacia Fiscal da Fazenda abriga hoje um acervo de 5,2 mil obras de artistas locais, nacionais e estrangeiros. São pinturas, gravuras e esculturas que compreendem diversos períodos desde o século 19.

Diretor da casa, Francisco Dacol classifica a “trajetória irretocável, como uma instituição fundamental e de uma reputação tremenda no circuito artístico”. As atividades do museu se dividem entre as exposições do acervo e temporárias, a partir de projetos de fora do Margs mas que encontram ali um espaço de exibição e ações educativas, como a mediação artística para visitantes e instituições de ensino.

“Isso é muito importante, principalmente por ser um museu público, com esse compromisso”, prossegue. “Quem chega ao Margs encontra sempre um esforço da equipe para que ali sejam vividas experiências intensas e enriquecedoras”, prossegue. “Queremos oferecer algo que transforme o dia-a-dia e acrescente em termos de conhecimento.”

A analista do Núcleo de Acervo, Daniela Tyburski, ressalta a presença de trabalhos de nomes como o do pintor porto-alegrense Pedro Weingärtner (1853-1929), por meio do qual a arte gaúcha passou a ser reconhecida fora do Estado. E de Di Cavalcanti, Candido Portinari e Alfredo Volpi, dentre tantos tantos.

O museu é aberto à visitação de terça-feira a domingo, da 10h às 19h, sempre com entrada franca. Além dos espaços de exposição, a instituição conta com café, bistrô (na parte externa), livraria e loja, onde é possível adquirir diversos produtos, incluindo itens com a marca da casa, proporcionando inclusive opções diferenciadas de presentes.

Frantz

Um dos destaques em cartaz no Margs é a exposição de pinturas “Frantz – Também e Ainda Pintura”, que destaca mais de 70 peças produzidas pelo artista plástico contemporâneo Frantz Soares desde o começo da década de 1980. A mostra é organizada em torno de três eixos, cada qual em uma sala e incluindo trabalhos de grandes dimensões, alguns deles inéditos, assinados pelo artista riopardense de 55 anos, radicado em Porto Alegre.

Como aspecto diferencial, algumas das pinturas são resultantes de pisos e paredes de ateliês em que foram feitas outras obras de arte. “Essas coberturas permaneceram nos locais durante anos, recebendo resíduos de topo tipo”, explica o diretor do Margs. Quando Frantz decide retirar os forros, os acúmulos de tinta e sujeira surgem como indicações de um acaso que, a partir do seu processo de apropriação, enquadramento e montagem, permitem identificar e nomear as superfícies como pintura.”

Também ganham atenção especial itens da exposição “Pichações”, apresentada originalmente em 1982 no museu. São pinturas baseadas em intervenções escritas que o artista encontrava nos muros, muitas delas de caráter político e subversivo. O texto de divulgação classifica a mostra como “audaciosa e provocativa”, pelo fato de um museu apresentar uma série de pichações de um jovem artista de apenas 19 anos na época.

(Marcello Campos)

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