Sábado, 21 de março de 2026
Por Redação O Sul | 3 de janeiro de 2016
Um a cada dez assassinatos que ocorrem no mundo são do Brasil. A maioria dos homicídios, em um índice que tangencia a totalidade, é de vítimas de disparos armas de fogo. Esse tipo de armamento alimenta um mórbido indicador: em média, morrem 116 pessoas por dia no Brasil por algum tipo de disparo, cerca de 4,8 óbitos por hora ou mais de um Carandiru a cada 24 horas.
São números de guerra, eventualmente até piores que os de conflagrações em grande escala. Entre 1980 e 2012, revólveres, fuzis e assemelhados mataram 880 mil pessoas no País, 293,3 mil a cada dez anos; no Iraque, durante a intervenção americana, entre 2003 e 2013 o total de mortos foi de 174 mil.
Esse quadro tenebroso podia ser pior. Em 2003, com o Estatuto do Desarmamento, o Brasil não só estancou, como reverteu a curva de letalidade das armas de fogo. Entre 1996 e aquele ano, a contabilização desse tipo de morte não natural saltou da faixa dos 6,3 mil para 7,2 mil por ano; já no balanço do primeiro ano de entrada em vigor dessa lei, o total caiu para 7 mil, com quedas sucessivas até alcançar o patamar de 2 mil óbitos em 2014.
Uma prova dos efeitos positivos do Estatuto: entre 2004 e 2012, segundo o Mapa da Violência de 2015, pouco mais de uma década da lei, mais de 160 mil vidas foram poupadas no País.
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