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Mundo Um ex-ministro dos governos Kirchner foi preso na Argentina por corrupção

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O deputado Julio De Vido, ex-ministro das gestões do casal Néstor e Cristina. (Foto: Reprodução)

O deputado Julio De Vido, ex-ministro das gestões do casal Néstor (2003 a 2007) e Cristina Kirchner (2007 a 2015), se entregou para a polícia nesta quarta-feira (25) após o Congresso argentino decidir retirar sua imunidade. Ele é investigado por corrupção.

Um grupo de três juízes ordenou sua prisão na semana passada, mas a medida só entrou em vigor nesta quarta-feira, após a aprovação dos deputados.

Investigações

Segundo os magistrados, o objetivo da ordem de prisão é impedir que De Vido interfira nas investigações ou fuja do país. O caso ainda não foi julgado.

Manifestantes

Um grupo de manifestantes contrários aos Kirchner chegou a se reunir em frente a casa de De Vido para testemunhar a prisão, mas ele não estava no local. Em vez disso, ele se apresentou a um tribunal em Buenos Aires acompanhado por seu advogado.

Hospital

Diabético, ele deve ser encaminhado a um hospital penitenciário em Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires.

Acusações

O deputado é o mais poderoso membro do governo Kirchner a ser preso sob acusações de corrupção.

De Vido é um aliado da família desde o fim dos anos 1980 e serviu como ministro da província (cargo equivalente ao de secretário estadual no Brasil) de Santa Cruz quando Néstor Kirchner (1950-2010) governou a região, entre 1991 e 2003.

Fim do governo

Quando Kirchner foi eleito presidente, em 2003, De Vito o seguiu a Buenos Aires e virou ministro de Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços, posição que manteve até o fim do governo de Cristina, em 2015.

Após deixar o cargo, ele foi eleito deputado pela província de Buenos Aires. Por ser parlamentar, o Congresso teve que decidir se ele perderia a imunidade.

Esquema

Ele é investigado por sua participação em um suposto esquema que desviou verbas públicas da mina de carvão Rio Turbo, na patagônia argentina, gerando um prejuízo milionário para o Estado.

O ministério comandado por De Vido era o responsável pelo setor.

Alvo

Além dele, outros três membros de sua gestão também já estão presos, incluindo dois ex-secretários da pasta. A própria Cristina também é alvo de investigações.

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