Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de fevereiro de 2018
A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segunda instância, que praticamente o inviabilizou como candidato à Presidência, não moveu o quadro eleitoral, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. O petista continua a liderar e, quando é excluído da disputa, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) assume a ponta, com Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Luciano Huck (sem partido) disputando a vaga no segundo turno.
Para o PT, a pesquisa Datafolha mostrou que o petista “não perdeu um só voto” após a condenação – que a legenda acusa de ser uma perseguição – e que a eleição sem o ex-presidente será cassar o direito de voto de milhares de pessoas, criando “imenso vazio de democracia”.
Já o PSDB, cujo candidato favorito, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, patina nas pesquisas, usou exemplos de crescimento dos tucanos em eleições passadas para dizer que é cedo para avaliar. “Meu partido ainda nem definiu quem será o candidato”, desconversou Alckmin. Na mesma linha foram partidos governistas, como o DEM, que viu como natural o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), que não se lançou oficialmente, pontuar apenas 1%.
A mudança mais drástica em relação ao último Datafolha, de 29 e 30 de novembro, é a redução na rejeição a uma candidatura de Temer: era 71% logo após a Câmara descartar a segunda denúncia criminal contra ele e está em 60% agora. Isso, porém, não se expressou no apoio a um candidato do emedebista. Assim como em novembro, 87% dizem que não votariam no apoiado por Temer.
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