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Brasil Um pedido de vista adiou a decisão em um julgamento sobre a segunda condenação do ex-ministro José Dirceu na Operação Lava-Jato

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Segundo Dirceu, não há outro líder político que possa substituir Lula em 2026. (Foto: Agência Brasil)

A 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), com sede em Porto Alegre, iniciou na última quarta-feira (30) o julgamento da segunda apelação criminal do ex-ministro José Dirceu, que teve pedido de vista pelo desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus. Esse processo envolve o recebimento pelo réu de 2,1 milhões em propinas provenientes de contrato da Petrobras com a empresa Apolo Tubulars.

Também são réus nesta ação o irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ambos já condenados em processos anteriores, e os sócios da construtora Credencial Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo.

Os dois executivos da Apolo Tubulars também denunciados nessa ação, Carlos Eduardo de Sá Baptista e Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares, foram absolvidos em primeira instância, mas o Ministério Público Federal apela pedindo a condenação.

Segundo a sentença, proferida em 8 de março do ano passado, a Apolo Tubulars teria superfaturado contrato de venda de tubos para a Petrobras e repassado parte do valor a Renato Duque e parte a José Dirceu. Para disfarçar o caminho do dinheiro, Dirceu e Luiz Eduardo teriam usado a empresa Credencial para receber percentual de cerca de R$ 700 mil, tendo o restante sido usado em despesas com o uso de aeronaves em mais de 100 voos feitos por Dirceu.

Prisão

O ex-ministro José Dirceu começou a cumprir pena no presídio da Papuda, em Brasília (DF), no último dia 18 de maio. O TRF-4 negou o último recurso em segunda instância da pena de 30 anos e nove meses de prisão.

Dirceu tinha prazo até as 17h, mas preferiu se entregar antes. Logo depois do almoço, saiu de casa e foi direto para o Instituto Médico Legal fazer exame de corpo de delito.

Os advogados de José Dirceu negociaram com a Polícia Federal e com a Justiça Federal no Paraná para que o ex-ministro fique temporariamente em Brasília, na ala destinada aos presos da Operação Lava-Jato. José Dirceu prefere cumprir a pena em Brasília, para ficar mais perto da família e já pediu isso formalmente à Justiça.

Dirceu deu entrada na cadeia por volta de 14h40min doa dia 18. Foi colocado em uma cela coletiva, que tem cerca de 30 metros quadrados e comporta até seis pessoas. No local há beliches, chuveiro e vaso sanitário. Ele tem direito a quatro refeições por dia e a duas horas de banho de sol.

José Dirceu passou a última noite antes de se entregar em casa com a mulher e a filha, e recebeu uma visita do deputado de Brasília Chico Vigilante, do PT.

 

 

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