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Por Redação O Sul | 28 de agosto de 2020
Um satélite estadunidense de quase meia tonelada vai cair na Terra neste sábado (29), no meio do Oceano Pacífico –mais precisamente, em algum ponto entre as Ilhas Cook e o Taiti, que ficam no hemisfério sul, quase no meio do caminho entre a Austrália e a América do Sul.
Em 1964, a Nasa (a agência espacial norte-americana) lançou o primeiro de uma série de satélites geofísicos para estudar a magnetosfera terrestre – o Orbiting Geophysical Observatory 1, ou simplesmente OGO-1. Ele operou até 1969, coletando dados para estudar as interações magnéticas entre a Terra e o Sol, e foi oficialmente desativado em 1971, mas continuou orbitando o planeta até agora.
Atualmente, o OGO-1 completa uma volta ao redor da Terra a cada dois dias. É um tempo relativamente longo, e isso acontece porque sua órbita é bastante elíptica. Agora, de acordo com as observações do Catalina Sky Survey (CSS) e do do Sistema de Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides (ATLAS), a gravidade da Terra capturou o satélite com força o suficiente para trazê-lo para baixo. A previsão é que ele queime ao reentrar na atmosfera do nosso planeta neste fim de semana.
Funcionários da agência espacial estadunidense comunicaram que o impacto deve ocorrer neste sábado (29), por volta das 18h10min (horário de Brasília), sem colocar em risco a população da Oceania. “A espaçonave se fragmentará na atmosfera e não representará nenhuma ameaça ao nosso planeta – ou a qualquer pessoa nele – e esta é uma ocorrência operacional normal no fim das espaçonaves aposentadas”, disseram.
O Orbiting Geophysical Observatory 1 foi apenas o primeiro satélite do programa OGO, que contou no total com seis naves orbitais. Elas foram lançadas nos anos de 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969, cada uma equipada com 20 ou até 25 instrumentos. Ironicamente, o OGO-1 é o último a cair – todos os outros já reentraram na atmosfera – talvez por ser o mais leve da família.
Seleção adiada
No início do ano, a Nasa abriu as inscrições de um processo que irá selecionar astronautas para o Programa Artemis, que levará seres humanos novamente à Lua a partir de 2024. Entretanto, a pandemia de COVID-19 fez com que a agência espacial mudasse seus planos: os novos membros do 23º grupo de astronautas seriam revelados em junho de 2021, mas a seleção sofreu um adiamento de quatro a cinco meses, segundo um comunicado no site da Nasa.
Anne Roemer, gerente do Astronaut Selection Office, informou os 12 mil candidatos sobre a mudança em um e-mail enviado no início desta semana: “nós esperamos anunciar a nova classe de astronautas no final de 2021, ao invés de junho”, declarou.”Não sentimos que poderíamos conduzir atividades presenciais com segurança com os requisitos de distanciamento social e restrições de viagens”.
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