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Mundo Um senador dos Estados Unidos lançou um abaixo-assinado contra Bolsonaro

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Senador democrata criou petição para pressionar hotel de Nova York a cancelar evento em homenagem a Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

O senador democrata dos Estados Unidos Brad Hoylman criou um abaixo-assinado para pressionar o hotel Marriott Marquis, em Nova York, a cancelar um encontro no estabelecimento para homenagear o presidente Jair Bolsonaro. O evento é organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. No início da noite desta quinta-feira (2), o documento apresentava mais de 26 mil assinaturas. “Estamos profundamente preocupados sobre a mensagem que esse evento poderia transmitir aos nova-iorquinos, particularmente aos jovens LGBTQ’s, muitos dos quais assistem posições contrárias a eles serem celebradas”, escreve Hoylman no abaixo-assinado.

“O presidente Bolsonaro tem um histórico extremamente perturbador de intolerância, misoginia, racismo e xenofobia. Entre outras coisas, ele disse uma vez que ‘seria incapaz de amar um filho homossexual’ e que preferiria que seu filho morresse a ser gay. Além disso, o presidente Bolsonaro disse uma vez que uma deputada brasileira ‘não merecia ser estuprada’ por ‘ela ser muito feia’”, diz o documento.

Empresas

Antes disso, ao menos três empresas que figuravam entre as patrocinadoras do evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos que vai homenagear Bolsonaro como “Pessoa do Ano” decidiram retirar seus apoios. A cerimônia de entrega está prevista para ocorrer em 14 de maio, em Nova York.

A informação foi divulgada na terça-feira (30) pela rede americana CNBC e marca mais um revés para o evento, que tem sido cercado por polêmicas desde que Bolsonaro foi anunciado como homenageado.

Segundo a CNBC, entre os patrocinadores que desistiram de associar ao evento estão a companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times.

A Delta e o Financial Times não comentaram os motivos da decisão. Já a consultoria de gestão Bain & Company se limitou a informar que continua a apoiar a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, mas preferiu não patrocinar a cerimônia.

De acordo com a CNBC, os patrocinadores do evento têm sofrido pressão de ativistas por causa do longo histórico de declarações homofóbicas e misóginas de Bolsonaro.

Desde 1970, a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos escolhe todos os anos duas personalidades para homenagear, uma americana e outra brasileira. A cerimônia de premiação ocorre durante um jantar de gala com a presença de cerca de mil convidados, com entradas a preço individual de 30 mil dólares.

Antes da saída dos patrocinadores, o evento já havia sofrido pelo menos dois reveses. Inicialmente, a cerimônia estava prevista para ocorrer em um espaço de eventos do Museu de História Natural de Nova York (AMNH).

Após pressão de ativistas e funcionários da instituição, que argumentaram que a homenagem seria “uma mancha na reputação do museu”, a direção da instituição decidiu revogar o aluguel do espaço. Neste caso também pesou a postura de Bolsonaro em relação à preservação do meio ambiente.

Antes de tomar a decisão final sobre o cancelamento, o museu chegou a afirmar em comunicado que havia alugado suas instalações “antes que o homenageado fosse conhecido”.

Depois disso, o restaurante Cipriani Hall, em Wall Street, recusou a sediar o evento diante da pressão de críticos do presidente, entre eles o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que chamou Bolsonaro de “um ser humano muito perigoso”.

Por fim, os organizadores conseguiram alugar um espaço no hotel da rede Marriott, na Times Square.

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