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Mundo Uma estátua de Donald Trump nu vai a leilão nos Estados Unidos

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Obra tem valor de venda estimado entre US$ 20 mil e US$ 30 mil. (Foto: Reprodução)

Uma estátua representando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, totalmente sem roupas será leiloada no próximo dia 2 de maio. De acordo com a casa de leilões Julien, a obra foi a única restante das dezenas que foram espalhadas em Nova York, San Francisco, Los Angeles e Cleveland semanas antes do magnata republicano ser eleito, em 2016.

A casa pretende vender a estátua, criada pelo coletivo anarquista Indecline, por no mínimo US$ 20 mil. Os outros exemplares retratando o chefe de Estado norte-americano foram vandalizados. A obra foi intitulada “The Emperor Has No Balls” (“O imperador não tem bolas”, em tradução livre).

Popularidade

A popularidade do presidente Donald Trump atingiu 42% – o melhor número em quase um ano. O dado é de pesquisa da CNN publicada na segunda-feira (26). Enquanto 42% aprova a atuação de Trump na presidência, 54% reprova Trump. Houve um aumento de 7% na aprovação na comparação com a última pesquisa feita em fevereiro. 86% dos republicanos aprovam Trump.

Os melhores números de Trump veem da avaliação que a população faz de sua política econômica: 48% aprovam e 45% desaprovam. Já a gestão das relações internacionais é aprovada por 39% e desaprovada por 53%.

Além disso, 47% dos estadunidenses acreditam que Trump não foi duro o suficiente com a Rússia pela suposta interferência de Moscou no processo eleitoral, enquanto 41% acredita que o relacionamento com a Rússia é justo. O levantamento foi feito antes de Washington expulsar 60 diplomatas russos.

Ainda assim, a avaliação do mandatário republicano é a pior de todos os presidentes da era moderna neste momento do mandato.

O levantamento foi feito pela empresa SSRS entre 22 e 25 de março com uma amostra aleatória de 1.014 adultos contactados pessoalmente e por telefone. A margem de erro é de 3,7%.

Muro

“A construção do muro começa literalmente na segunda-feira”, disse Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na sexta-feira (23). O presidente fez a afirmação enquanto assinava uma lei de financiamento do governo que prevê um aporte de 1,6 bilhão de dólares para segurança de fronteiras, de um total de 1,3 trilhão de dólares em gastos do governo.

Segundo o presidente, o muro a ser construído “não é só um novo muro, mas também o conserto das atuais cercas e paredes existentes”. O problema é que a afirmação de Trump é apenas uma meia verdade. Dos 1,6 bilhão destinados para a segurança da fronteira, não há qualquer definição de gastos destinados à construção de um novo muro.

Há fundos no valor de 38 milhões de dólares marcados para o planejamento e o desenho de novos muros, mas nenhum para a construção de algo novo, como os protótipos que Trump viu recentemente em uma viagem à cidade de São Diego.

Trump foi, inclusive, relutante em assinar a lei por conta disso, já que o financiamento para o muro era aquém do desejado pela Casa Branca.

No projeto também não há qualquer proposição quanto a imigrantes que vieram para os Estados Unidos ainda crianças, os chamados Dreamers, que estão sem segurança jurídica desde que Trump encerrou o acordo, em setembro passado, que os mantinha estáveis no país. “Eu espero nunca mais assinar uma lei como esta”, disse Trump na ocasião.

A questão aponta para o desarranjo entre a Casa Branca e o Congresso, dominado pelo partido Republicano, em encontrar uma pauta comum ou dialogar em torno de promessas de campanha.

Durante o final de semana, o time legal de Trump voltou atrás após anunciar um novo advogado, que se juntaria à equipe jurídica responsável em lidar com a investigação especial do conselheiro Robert Mueller, que averigua as ligações da campanha de Trump com o governo russo. É o início de mais uma semana de indefinições para o governo norte-americano.

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