Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2017
No deserto em San Luis Potosí, Estado da região central do México, um esqueleto de uma fábrica da Ford parcialmente construída pode ser visto no horizonte. A estrutura serve a moradores de cidades próximas como lembrança constante de uma promessa não cumprida.
Jose Puebla Ortiz foi quem vendeu o terreno para a montadora americana erguer uma fábrica, orçada em 1,6 bilhão de dólares (5 bilhões de reais), e ainda se ressente ao pensar na prosperidade econômica que vislumbrava para sua família.
Ele usou o dinheiro que ganhou para comprar um caminhão e esperava trabalhar como prestador de serviço durante a construção da unidade, mas, desde que a Ford mudou de ideia, ele tem enfrentado dificuldades para encontrar um emprego com bom salário.
“Quando a Ford chegou, pensamos que tudo ficaria bem. Iam investir, tinham dinheiro”, diz ele. Agora, a fonte secou. Em janeiro deste ano, a montadora anunciou que não prosseguiria com as obras.
“Decidiram ir embora e, de repente, disseram para nós: ‘Acabou, não vamos continuar, estamos indo, isso foi cancelado’. E não havia nada que pudéssemos fazer”, conta.
O presidente da Ford à época, Mark Fields, explicou que a decisão se devia à queda nas vendas de carros compactos que a empresa pretendia fabricar ali.
Mas reconheceu que a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas e o “ambiente de negócios melhor” que a empresa esperava a partir dali também influenciaram.
Trump
Durante a campanha e desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos, Trump criticou montadoras, como a GM e a Toyota, por usarem fábricas no México para fazerem os carros vendidos no país.
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