Terça-feira, 02 de Junho de 2020

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Notícias Uma idosa de 92 anos morreu de dengue no interior gaúcho. O Estado não tinha casos fatais da doença desde 2015

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Estado tem hoje mais de 400 casos da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. (Foto: EBC)

Uma idosa de 70 anos entrou para a estatística oficial do Rio Grande do Sul como o primeiro caso fatal de dengue no Estado desde 2015. O óbito foi registrado no município de Santo Ângelo (Região das Missões) no dia 27 de março e confirmado na tarde desta sexta–feira pela SES (Secretaria Estadual da Saúde).

De acordo com a prefeitura da cidade onde a mulher vivia, no dia 21 de março ela procurou atendimento com sintomas como febre, dores musculares e de cabeça. Um exame foi feito e indicou baixo índice de plaquetas no sangue, motivando a internação de urgência. Quase uma semana depois, a idosa não resistiu a um quadro hemorrágico.

O caso é tratado como autóctone (contraído na própria cidade). Ainda segundo as autoridades municipais, a região tem apresentado um número elevado de ocorrências da doença, causada pela picada do inseto vetor, o mosquito Aedes aegypti.

Em postagem no Twitter, a SES mencionou que este é o terceiro caso fatal de dengue na história do Rio Grande do Sul. De acordo com o texto, há cinco anos duas mulheres morreram devido à doença, uma delas em Panambi e a outra em Santo Ângelo, mesma cidade do óbito de 2020.

Dados da administração local apontam pelo menos 70 infectados pela dengue em Santo Ângelo. Dentre as ações para reverter esse quadro está a realização de campanhas de esclarecimento e mutirões de limpeza, focados na prevenção. Agentes sanitários percorrem residências para identificar casos de dengue, acúmulo de água parada e infestação por larvas do mosquito. Em diversos locais, é aplicado inseticida.

Dados oficiais contabilizam hoje, no Rio Grande do Sul, mais de 400 casos de dengue. Destes, 340 são  autóctones (mais de 3/4), enquanto o restante é importados – quando contraído fora da cidade ou do Estado onde o paciente reside. Além destes, há quase 500 indivíduos com suspeita de infecção que já estão sendo monitorados pelas autoridades de saúde em âmbito municipal e estadual.

A Região Noroeste do Estado é a mais afetada por casos autóctones da doença em território gaúcho. Não há uma estatística estadual de casos por cidade. Já o municípios mais atingidos são Palmeira das Missões, Santo Ângelo e Santa Rosa.

Algumas medidas

A reprodução do Aedes aegypti acontece em água parada (limpa ou suja), onde os ovos do inseto são depositados. Algumas medidas simples podem ajudar a prevenir a presença do inseto:

– Tampar os tonéis e caixa d’água;

– Manter as calhas sempre limpas;

– Deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

– Manter lixeiras bem tampadas;

– Deixar ralos limpos e com aplicação de tela;

– Limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia;

– Limpar com escova ou bucha os potes de água para animais;

– Retirar água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

(Marcello Campos)

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