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Brasil Uma juíza negou indenização a criança mordida por outra em uma creche afirmando: “Faz parte do crescer”

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A Justiça só decidiu a favor da mãe após a OMS decretar estado de pandemia devido ao coronavírus. (Foto: Reprodução)

A decisão de uma juíza no TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), divulgada na quarta-feira (30), chamou atenção por suas críticas aos pais que processaram uma creche em São Gonçalo (RJ) após seu filho ter sido mordido por outra criança, também com menos de 2 anos.

Para a magistrada Vanessa de Oliveira Cavalieri Felix, não há nos autos nenhum fato que extrapole algo normal dessa fase da vida. Os responsáveis pelo aluno haviam pedido R$ 20 mil de indenização.

“Crianças dessa idade frequentemente adotam comportamentos que seriam inadmissíveis para crianças mais velhas ou adultos. Choram quando contrariadas, empurram, batem, gritam. E mordem”, escreveu a magistrada.

De acordo com o texto da juíza, tais ocorrências foram descritas na agenda escolar da criança durante os quatro meses em que conviveram na unidade. Os comunicados aos responsáveis diziam que o menino havia sido mordido pelo colega “agressor”, depois deste bater e arranhar.

“De fato, dói no coração da mãe receber o bebê no fim do dia com uma marca de mordida no seu bracinho. Certamente, a mãe da outra criança também sofreu ao ser informada de que o Autor havida batido, ou arranhado, ou mordido seu filho. Mas o sofrimento faz parte do crescimento. Já diz o ditado, ser mãe é padecer no paraíso”, afirmou a juíza.

Ainda segundo ela, essa situação poderia ter sido resolvida “de forma madura e com mais diálogo entre envolvidos”. Vanessa destacou que “adultos cada vez mais infantilizados assoberbam o Poder Judiciário com ações infundadas, cujo cerne é nada mais que um inconformismo com a infelicidade”.

“Deste modo, a única resposta que o Estado Juiz tem a dar para o Autor e sua genitora é que a vida, e a infância, e a maternidade, são feitas de momentos bons e maus, felizes e tristes, alegrias e aborrecimentos, expectativas frustradas e superadas. Faz parte do crescer. Faz parte do maternar. E, por fim, se não se tem confiança na escola escolhida para o filho, o melhor caminho é escolher outra em que se consiga estabelecer esse sentimento tão importante”, ressaltou.

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