Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de maio de 2019
Uma mulher foi baleada, perdeu o controle do carro que dirigia, atropelou pelo menos três pessoas e morreu em seguida, na manhã desta sexta-feira (10), na rua General Canabarro, em frente ao Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), no Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo informações iniciais, Danielle Vivian Lasmar de Almeida, 51 anos, médica do trabalho, foi atingida em uma tentativa de assalto e estaria buscando socorro, mas não resistiu ao ferimento causado pelo disparo no lado esquerdo das costas, perto do ombro. As informações são do jornal O Dia.
O caso aconteceu por volta das 7h20min e policiais do 6º BPM (Tijuca) foram acionados para o local. Bombeiros foram chamados para socorrer os estudantes atropelados às 7h25min. O carro da vítima, um Honda Civic, invadiu a calçada e ficou entre o muro do Cefet e um poste, destruindo um hidrante. Danielle já estava morta quando os militares chegaram.
Os atropelados são um funcionário do Cefet, Ribamar Ferreira, 58 anos, um aluno de 16 anos da Escola Técnica Estadual Ferreira Viana (ETEFV), da Faetec, e uma mulher que seria funcionária da Petrobrás, que teve ferimentos leves. Os dois primeiros, que ficaram presos embaixo do veículo, foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. O estado de Ribamar, segurança do Cefet, é estável, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
“Eu estava dando aula, quando uma aluna falou o que estava acontecendo. Quando chegamos, vimos que havia um segurança do CEFET, um aluno da Faetec debaixo do carro. A senhora, que não sei onde trabalha, não ficou presa. O que segurou o carro foi o hidrante da calçada, senão o estrago seria maior. Assaltos sempre acontecem aqui. Há uma cabine da PM a 50 metros, mas está abandonada”, disse o professor do CEFET Rafael Ferrara, 40 anos.
De acordo com relatos de testemunhas, a tentativa de roubo contra a médica teria ocorrido no sinal da rua Morais e Silva com rua Ibituruna, que sofre frequentemente com casos de assaltos. O engenheiro Gelson Alves dos Santos teve o carro roubado quase no mesmo horário em que Danielle foi baleada, também na Ibituruna.
Segundo um policial, o engenheiro contou que viu um bandido tentar roubar um carro. Após não conseguir, roubou o carro dele. Ele chegou a ouvir um disparo. O seu veículo, um Honda Fit, foi abandonado a 100 metros do local em que o automóvel da médica parou. O homem roubado após a médica ser baleada conversou com jornalistas no local.
“Era um garoto (o criminoso), provavelmente estava querendo fugir. Ele foi no sinal onde eu estava parado, na Morais e Silva, tentou assaltar o carro da frente e não conseguiu, e veio para cima do meu. Eu saí do carro com meu filho. Ele só apontou a arma, não falou nada, e eu logo saí sem levar nada. Só meu filho que conseguiu pegar a mochila e o celular”, narrou Gelson.
Uma testemunha, que não quis se identificar, afirmou que viu um homem em pé assaltando, ouviu uns três tiros e correu. Uma outra disse que ouviu dois disparos.
Quem estava perto e escutou os disparos lembra os momentos de desespero. “Eu ouvi uns tiros vindos da Veiga de Almeida (universidade na Rua Ibituruna). As pessoas correram e, logo em seguida, eu escutei o barulho da batida do carro. Eu fiquei paralisada, com medo de atirarem em mim. Agora, temos mais uma família destroçada”, disse a vendedora Maria Alves, 62 anos, que estava perto do local. “Aqui tem assalto de tudo quanto é jeito. Tem ladrão de bicicleta, de skate, de moto…”, completou.
O analista de sistemas Leandro Dias, de 42 anos, disse que passa todos os dias pelo local e reclama que os assaltos na região são constantes, com o policiamento não dando conta. “Vejo pouco (policiamento) e quando eles vão embora, os criminosos sabem e voltam. É furto, cara com estilete, pau, pedra, assalto aqui é uma rotina. Já fui vítima, consegui me defender e o ladrão desistiu”, falou, lembrando um arrastão esta semana na rua.
“Passou aqui todo dia e sempre tem alguém sendo assaltada. Essa semana teve arrastão e eu entrei na Petrobras, onde trabalho, mas quem não tem esse recurso entra debaixo de carro, sai correndo. Teve até uma mulher com neném que foi agredida”, conta.
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