Sábado, 19 de Junho de 2021

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Brasil Modelo morta após um procedimento estético ocultou do noivo a cirurgia plástica

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Mayara morava fora do Brasil e ia casar com dinamarquês. (Foto: Reprodução/Facebook)

A modelo Mayara Silva dos Santos, de 24 anos, morta após ser submetida a um suposto procedimento estético, na última sexta-feira, ocultou do noivo dinamarquês que faria uma intervenção no corpo para aumentar o bumbum. Stefano, de 33 anos, que trabalha no ramo da construção civil, conta que a noiva havia dito que viria ao Brasil para visitar a família e colocar silicone nos seios.

“A última vez que nos falamos, foi na sexta-feira, por volta das 15 horas no Brasil. Ela disse que estava bem e que já tinha marcado a cirurgia dela para aumentar os seios, no próximo dia 26”, conta Stefano. “Ela já havia me falado outras vezes que queria fazer outras cirurgias no corpo e até no nariz, mas nunca aceitei. Só falei para ela botar silicone no peito e mais nada”, lembrou.

Stefano lembra que o desespero por não conseguir falar com a noiva começou na manhã de sábado.

“Ela não atendia o telefone. Comecei a ligar para a família e os amigos, mas ninguém me atendia também. Até que uma amiga nossa em comum, que mora em Londres, me mandou uma mensagem confirmando a morte”, relatou.

Stefano e Mayara estavam juntos desde outubro do ano passado e o plano dos dois era casar, depois que o dinamarquês conhecesse a família dela.

“Estava planejando ir ao Brasil esse ano para conhecer a família dela e o cachorrinho dela, o Karlos. Nós fazíamos muitos planos. Eu estava ansioso para que tudo isso acontecesse. Tínhamos uma ligação muito forte. Tanto que tatuei o nome dela em mim e ela tatuou o meu nome também”, contou.

O caso, que começou a ser investigado pela 16ª DP (Barra da Tijuca), foi transferido na tarde de ontem para 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Segundo o delegado da 16ª DP, Felipe Santoro, a aposentada Tânia Cristina de Lima, dona do apartamento onde Mayara passou mal, prestou depoimento na noite desta segunda-feira. Ela contou que a modelo, que é amiga da sua filha, havia ido ao local para comprar produtos de beleza.

“A Tânia, que foi ouvida como testemunha, disse que Mayara chegou em sua casa aparentando ter feito de uso de drogas, que ela estava muito agitada, mas não confirmou para a aposentada que estava sob efeito de alucinógeno. E lá ela começou a passar muito mal”, contou a aposentada.

Ainda no mesmo depoimento, que só terminou por volta das 2h da madrugada de terça-feira, Tânia disse aos investigadores que pediu socorro ao Corpo de Bombeiros, mas com a demora acabou acionando um vizinho, que também é da corporação. Mayara foi levada para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra, mas já chegou morta.

O delegado também informou que uma massoterapeuta, que pode ter feito a aplicação do metacril na modelo, identificada apenas como Valéria, também será ouvida no caso. Felipe, no entanto, não quis passar mais detalhes sobre a mulher. A polícia ainda aguarda o resultado do laudo da necropsia para confirmar se a modelo realmente passou por uma intervenção cirúrgica.

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