Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de janeiro de 2018
Dez presos foram mortos na manhã desta segunda-feira (29), durante rebelião na Cadeia Pública de Itapajé, a 125 quilômetros de Fortaleza. De acordo com a Polícia Militar, a rebelião começou por volta das 8h30min (horário local). Informações iniciais dão conta de que detentos de facções rivais teriam entrado em confronto.
De acordo com o presidente do Copen (Conselho Penitenciário do Estado do Ceará), Cláudio Justa, o conflito seria decorrente da chacina ocorrida no sábado, em Fortaleza, onde 14 pessoas foram mortas numa casa de forró, no bairro Cajazeiras.
De acordo com ele, a rebelião já teria sido controlada. Para tanto, foi preciso pedir reforço policial a cidades vizinhas, como Irauçuba, Uruburetama, Umirim e Itapipoca.
Presos ligados a uma facção conseguiram se soltar e mataram integrantes de uma facção rival. Nove presos foram mortos na cadeia. Um outro foi levado ao hospital da cidade, mas não resistiu e morreu.
A Sejus (Secretaria de Justiça e Cidadania) ainda não se manifestou sobre o assunto. Apenas confirmou que houve o conflito, mas ainda não revelou o número de mortos e feridos.
Resposta do governo federal
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, em nota oficial, respondeu às acusações do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), que tentou atribuir ao governo federal responsabilidade na chacina que matou 14 pessoas em Fortaleza, na madrugada de sábado (27), sob a alegação de que o seu Estado não fabrica nem armas pesadas nem drogas, que não existe uma política nacional de segurança pública.
O governador petista avisou ainda que ia cobrar ações do presidente Michel Temer para conter a onda de violência local. Na nota, o ministro oferece apoio da do governo federal, mas devolve a responsabilidade na questão de segurança pública para o Estado, lembrando que governadores não pedem ajuda em questão de segurança por questão política. As acusações do governador petista irritaram bastante o Planalto e o Ministério da Justiça.
“O ministro Torquato Jardim reafirma que a União seguirá cumprindo o papel de oferecer apoio técnico e financeiro aos Estados, como vem fazendo regularmente, para que os órgãos de segurança pública trabalhem de forma integrada e harmoniosa, ainda que os governantes não solicitem apoio por razões eminentemente políticas”, disse o titular da Justiça, em nota.
O ministro informou ainda que “uma força-tarefa” de membros da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Departamento Penitenciário Nacional foi formada por determinação dele, “para subsidiar a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Ceará com investigação e informações de inteligência”.
A nota acrescenta ainda que “o reforço” com a força-tarefa montada “tem objetivo de propiciar aos órgãos de segurança do Estado que atuem para reprimir de forma exemplar a ação de grupos criminosos envolvidos na chacina do último sábado”. Durante este domingo, as áreas de segurança dos governos estadual e federal discutiram medidas a serem adotadas no Estado.
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