Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Esporte Uma torcedora do River Plate foi presa por usar uma criança para esconder sinalizadores

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Imagem mostra a torcedora do River Plate escondendo sinalizadores em criança. (Foto: Twitter/Reprodução)

Uma mulher, torcedora do River Plate, foi flagrada tentando esconder sinalizadores na roupa de uma criança no último sábado (24), logo antes de entrar no estádio Monumental de Nuñez, para acompanhar a final da Copa Libertadores, contra o rival Boca Juniors – cancelada pela Conmebol. A intenção dela era escapar da revista de seguranças do estádio, que não permitem a entrada de sinalizadores.

Um vídeo que circulou nas redes sociais, no domingo, expôs a tentativa da mulher de esconder os fogos pirotécnicos na roupa da criança. Segundo informações do jornal Diário Olé, o Centro de Investigação Judicial de Buenos Aires utilizou um software de tratamento de imagens para identificar e deter a mulher em sua casa, onde mora com o marido e seus quatro filhos.

A torcedora foi condenada a dois anos de oito meses de prisão, mas poderá cumprir em liberdade. A sentença foi dada após o início da investigação comandada pela promotora Adriana Bellavigna junto ao Órgão de Investigação de Buenos Aires.

A condenação impõe à acusada as seguintes regras de conduta: prisão domiciliar sob os cuidados de um tutor; ser submetida a tratamento psicológico; se abster de comparecer com a filha envolvida no caso a eventos esportivos de grande porte e a realização de 48 horas de atividades comunitárias, não remuneradas e a favor do Estado em uma entidade pública. A sentença deve ser homologada pela juíza María Julia Correa.

Por conta das condições da pena proposta, a acusada recebeu permissão para ficar em liberdade. As profissionais do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente consideraram que a mãe da menor pode voltar a se relacionar com a filha.

Segunda partida

A Conmebol anunciou nesta terça-feira que a segunda partida da final da Copa Libertadores entre River Plate e Boca Juniors será disputada entre os dias 8 ou 9 de dezembro, em horário e local que ainda serão definidos. Além disso, a entidade sul-americana informou que pagará todos os custos de viagem, hospedagem e alimentação para até 40 pessoas de cada delegação. De acordo com a entidade, a partida não será realizada na Argentina após os incidentes em que fanáticos do River atacaram o ônibus que levava a delegação do Boca, e as opções para sediar o jogo são as cidades de Miami, nos Estados Unidos, Doha, no Catar, e Assunção, no Paraguai.

“A presidência em conjunto com a administração da Conmebol tomou a decisão de que a partida seja disputada, será em 8 ou 9 (de dezembro) fora do território argentino. Entendemos que não existem condições para que esta partida seja disputada na Argentina”, disse o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

O presidente da Conmebol foi além e afirmou que o futebol não é violência. Além disso, revelou um pedido feito para os presidentes de River Plate e Boca Juniors, Rodolfo D’Onofrio e Daniel Angelici, respectivamente:

“O futebol não é violência, podemos competir, mas se resolve com gols. Isso foi um pedido pessoal a ambos os presidentes. A intolerância está em muita gente, isso não é normal. Meu pedido aos presidentes é que enviem a mensagem correta, que é uma Enfermidade que se viveu, que isso não é futebol. E sendo os presidentes mais importantes da Argentina, pedi que mandem uma mensagem correta: ‘respeito e convivência’”.

O Boca Juniors, por sua vez, enviou um documento para a Conmebol pedindo a confirmação do título da Copa Libertadores após o ataque que o ônibus da equipe sofreu antes da decisão contra o River Plate, no domingo passado, no Monumental de Nuñez.

Na carta, o Boca Juniors pede que “se suspenda em definitivo o encontro de volta da final da Copa Libertadores de 2018”. E solicita a decisão do Tribunal de Disciplina da Conmebol.

Logo após a reunião na Conmebol, o presidente xeneize deixou claro que o clube não quer jogar a segunda partida da final e deve mesmo investir no pedido de cancelamento do jogo.

“Nós não aceitamos jogar uma nova partida. Vamos esgotar todas as vias administrativas, primeiro dentro da Conmebol e, se precisar, iremos ao TAS”, garantiu.

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