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Porto Alegre UTI neonatal do Hospital Fêmina, de Porto Alegre, volta a funcionar após ocorrência de superbactéria

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Instituição está localizada na avenida Mostardeiro. (Foto: Arquivo/GHC)

Quase 15 dias após ter seus atendimentos suspensos na UTI (unidade de terapia intensiva) neonatal, o Hospital Fêmina, de Porto Alegre, voltou a funcionar nessa quinta-feira (30). O motivo da interrupção foi a confirmação da presença de uma superbactéria (modalidade com resistência superior ao habitual) em recém-nascidos na instituição, uma das mais tradicionais da capital gaúcha.

Conforme o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pelo Fêmina, a retomada se tornou possível após a finalização de serviços especiais de higienização e outras providências nos ambientes do prédio, localizado na avenida Mostardeiro, divisa do bairro Independência com Moinhos de Vento (área central da cidade). A garantia é de que o problema está eliminado – restando agora a lotação esgotada no setor.

A bactéria em questão é a “Acinetobacter baumannii”, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das mais perigosas do mundo. Trata-se de um microorganismo oportunista e que tem sido verificado cada vez mais em situações envolvendo infecção hospitalar, sobretudo as prolongadas e que têm como pacientes indivíduos com baixa imunidade. Sua ameça à saúde se torna ainda pior devido à sua extrema resistência a antibióticos.

Em meados de abril, quatro dos 34 bebês abrigados na UTI neonatal do Fêmina foram submetidos a teste que deu positivo para a bactéria. Um acabou falecendo (trata-se de um caso envolvendo extrema prematuridade, com apenas 26 semanas de gestação) e os demais estão em processo de recuperação, embora continuem internados.

História

Fundado em 1956, o Fêmina é um hospital de referência na saúde da mulher e materno-infantil. Faz parte do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e atende 100% por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), destacando-se pelo atendimento integral, com cerca de 166 leitos e forte atuação em partos, alto risco e oncologia ginecológica.

Também é reconhecido pelo atendimento qualificado em especialidades como fisioterapia obstétrica no trabalho de parto (único no SUS) e tratamento de câncer de mama. Sua estrutura ocupa uma área construída de 12,3 mil metros-quadrados.

Apesar de alguns problemas, o hospital é frequentemente mencionado como o melhor da modalidade no Rio Grande do Sul, com um foco crescente em humanização, parto natural e segurança para a gestante e o bebê. Outros detalhes podem ser conferidos no portal ghc.com.br.

(Marcello Campos)

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