Sexta-feira, 03 de Abril de 2020

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Brasil Vai viajar? Saiba como calcular o tamanho da mala de viagem e quando vale pagar para trazer volume extra

Companhia aérea e a categoria do cliente são fatores que variam o preço de bagagens a mais. (Foto: Freepik)

Desde 2017, quando o custo do despacho de bagagens deixou de ser incluído obrigatoriamente no valor das passagens aéreas, o turista brasileiro precisa calcular quantas malas vai levar antes de comprar seus bilhetes.

Há categorias básicas de tarifas que não dão direito ao despacho de bagagem. O passageiro deve viajar apenas com a mala de mão.

O preço de cada volume extra despachado varia conforme a companhia aérea, a plataforma onde foi feita a compra do bilhete, a categoria do cliente, a antecedência da compra e o destino.

Por exemplo: em voos internacionais da Gol, o despacho de uma mala extra custa R$ 60 se a compra for feita pela internet. No aeroporto, o passageiro paga R$ 120 pelo mesmo serviço. Já um volume extra na Air France pode custar até US$ 200 (R$ 773).

Se a ideia é fazer compras na viagem, na hora de comprar o bilhete e escolher a franquia de bagagem, é preciso prever o espaço necessário para acomodar os novos itens. “É melhor levar uma mala média e deixar espaço para as compras, porque aí você sabe que só pode comprar aquela quantidade de coisas”, afirma a organizadora pessoal Carol Costa.

Quando a bagagem já está cheia na ida, não vai comportar mais itens na volta. Nesse caso, a saída é comprar mais malas — e franquias para poder transportá-las.

Se os itens forem frágeis, é melhor deixar ainda mais espaço, para protegê-los.

Quem quer trazer vinhos, por exemplo, vai precisar enrolar as garrafas em plástico bolha, toalhas ou peças de roupa e colocar dentro de sacolas plásticas, indica Carol. Isso ajuda a evitar que as garrafas se quebrem durante o deslocamento e, se o pior acontecer, que a bebida manche o conteúdo da mala.

Se o viajante costuma trazer vinhos ou outras bebidas com frequência, pode ser vantajoso investir em uma bolsa própria para o transporte. A loja virtual TecnoMalas tem modelos de maletas para duas (R$ 347,70) ou três garrafas (R$ 432), acolchoadas e com divisórias. Essas maletinhas podem ser levadas na mão ou dentro de malas maiores.

Caso a quantidade de garrafas seja grande, esses itens viajam mais protegidos em malas específicas para seu transporte, com moldes de espuma que protegem as bebidas.

Bom lembrar: cada pessoa pode levar no máximo 12 litros de bebida alcoólica na bagagem despachada (equivale a 16 garrafas de vinho).

Outra compra comum — e volumosa — feita no exterior é a de enxovais. Nesse caso, Carol recomenda usar um saco plástico com fechamento à vácuo, para que as peças ocupem menos espaço. Há embalagens desse tipo próprias para viagem, que podem ser fechadas sem o uso do aspirador de pó para a retirada do ar, mas o modelo tradicional também funciona. “Hotéis estão acostumados a emprestar o aspirador, muita gente faz isso”, afirma.

Antes de ir às compras no exterior ou em outros Estados do Brasil, pesquise quanto custa o item desejado na sua cidade. Se for necessário uma mala nova ou mais franquia de bagagem para trazer o item, pode não compensar. “É importante colocar na ponta do lápis, principalmente agora, que as moedas estrangeiras estão altas”, diz Carol.

Caso o valor das compras exceda US$ 500 (R$ 1.933), o passageiro deve pagar um imposto de importação no valor de 50% do montante que superar esses US$ 500. Por exemplo: se gastou US$ 700 (R$ 2.706), terá que pagar US$ 100 (R$ 387) de imposto. É melhor já computar esse gasto na hora de avaliar se a compra no exterior é vantajosa ou não.

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