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Vão aumentar o som?

Sérgio Moro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Hoje, a Assembleia Legislativa votará, em 2º turno, o projeto que retira a exigência de plebiscito para a privatização da CEEE, da CRM e da Sulgás. A dúvida é se os partidos de oposição gastarão de novo o verbo. A 23 de abril foi aprovado em 1º turno com 40 votos favoráveis e 13 contrários. Os deputados oposicionistas se alternaram por mais de quatro horas na tribuna para demonstrar inconformidade. A cada intervenção de governistas, as galerias lotadas se manifestavam em protesto. O placar deverá se repetir. Mesmo assim é uma chance para fazer barulho.

Exigências de sempre

Os defensores da construção de um porto em Torres alegam que há investidores privados que se interessam. É corriqueiro isso acontecer. Quando aparecem, perguntam quanto o BNDES terá para financiar, além da disponibilidade do governo para encorpar a obra. Diante de alguma negativa, levantam as âncoras e vão embora.

Solução está ao lado

Outro aspecto que os eventuais interessados precisam saber: 200 quilômetros ao Norte de Torres há o porto de Imbituba. Criado em 1880, tem infraestrutura consolidada.

Teste

Governadores se reunirão amanhã com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a reforma da Previdência. A maioria é favorável e receberá novas informações para tentar convencer os deputados federais de seus Estados. Terão de comprovar se têm ou não influência.

De chapéu na mão

Não é só a reforma da Previdência. O presidente Jair Bolsonaro dependerá de autorização do Congresso Nacional para emitir títulos adicionais. Caso contrário, ficará sem dinheiro em agosto para pagar o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, no valor de um salário mínimo, para pessoas com deficiência de qualquer idade ou para idosos acima de 65 anos.

Fogem do principal

Na pauta de votações do Senado, hoje, está o projeto que proíbe canudos e sacolas de plástico no País. Nada sobre reforma tributária, medidas para combater gastos públicos excessivos e aumento da dívida da União.

Parlamento conivente

Houve tempo em que o narcotráfico era uma ameaça distante. Agora, além do consumo interno cada vez maior, o Brasil se tornou um corredor para abastecer a Europa. Enquanto isso, o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro está parado numa das centenas de mesas do Congresso Nacional.

Montanha russa

Amanhã, vamos saber se a taxa de juros vai se manter em 6,5 por cento ou cairá. A 7 de maio de 1999, o Banco Central anunciou redução da taxa de 32 para 29,5 por cento. Em janeiro do mesmo ano chegou a 45 por cento.

Voz da experiência

Na briga de mais ou menos verbas para os cursos de Filosofia, convém ler o historiador norte-americano Will Durant: “A Ciência faz a análise e assim nos proporciona o Conhecimento. Mas só a Filosofia pode fazer a síntese e assim nos oferecer a Sabedoria.”

O sociólogo em ação

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso concedeu entrevista, ontem, em que faz duas declarações. A primeira com seis meses e uma semana de atraso: “O Brasil elegeu Bolsonaro porque estava com medo do PT”. A segunda contém uma avaliação precisa: “O PSDB perdeu o rumo.”

Mordida forte

No Dia das Mães, os governos também serão presenteados: perfume importado tem a carga tributária de 78 por cento; maquiagem (69 por cento), relógio (53 por cento) e joias (50 por cento) e flores (17 por cento). Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

Oposição não acerta o alvo

As forças armadas da Venezuela têm 2 mil generais que dão apoio ao governo. As mobilizações de Juan Guaidó não têm conseguido desidratar Nicolás Maduro. Se a situação persistir, a Venezuela se tornará um Estado essencialmente militarizado, a começar pela constituição do ministério.

Metralhadora giratória

Fecha hoje à tarde a bolsa de apostas para apontar quem será o saco de pancadas do guru Olavo de Carvalho durante os próximos dias.

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