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Notícias Veja quais os exames de rastreamento que devem ser feitos a partir dos 60 anos

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O conhecido exame de sangue ajuda o médico a identificar diversos aspectos da sua saúde. (Foto: Reprodução)

O aumento da população idosa é uma realidade também aqui no Brasil: nos últimos 30 anos a expectativa de vida do brasileiro passou de 62 para 73 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. O grande desafio é entender como envelhecer de forma saudável, mantendo corpo e mente ativos. Nesse cenário, é importante estar atento às doenças que têm como um dos principais fatores de risco a idade – e nada melhor do que iniciar os exames de rastreamento na faixa etária recomendada, ou então continuar fazendo aqueles que, se já eram importantes antes, passam a ter atenção redobrada após a meia-idade.

Hemograma e colesterol

O conhecido exame de sangue ajuda o médico a identificar diversos aspectos da sua saúde – principalmente os males do coração, que são mais incidentes a partir dos 50 anos de idade. “É com o exame rápido e simples de colesterol e frações que o médico consegue avaliar índices importantes como o colesterol e o perfil lipídico, que revela se há ou não risco para aterosclerose, AVC ou hipertensão arterial”, explica o geriatra Clóvis Cechinel, do laboratório Pasteur, em Brasília. Já o hemograma avalia doenças como anemia e outras possíveis infecções, que na terceira idade são mais passíveis de causar complicações.

TSH

A incidência de hipotireoidismo aumenta com o passar da idade, principalmente nas mulheres. Isso porque na fase da menopausa é muito comum a mulher sofrer da tireoidite de Hashimoto, doença autoimune em que o corpo produz anticorpos que atacam a tireoide, fazendo deste distúrbio a principal causa do hipotireoidismo. Dessa forma, o exame de TSH é importante para verificar se há alguma alteração significativa no funcionamento da tireoide que precise de tratamento.

Densitometria óssea

O exame de densitometria óssea é usado para medir a densidade de nossos ossos, ou a massa óssea. “Ele usa um aparelho especial de raio-x, e é o melhor exame para controlar a evolução da osteoporose e de seu tratamento”, diz o geriatra Clóvis. O controle com o exame geralmente é anual, mas a frequência pode mudar conforme orientação. “A densitometria avalia o grau da osteoporose e acusa a probabilidade de fraturas”, lembra. Por isso mesmo que é um exame de extrema importância a partir dos 50 anos, uma vez que nossos ossos crescem somente até os 20 anos e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso.

Colonoscopia

O câncer de cólon e reto tem, entre os principais fatores de risco, a idade. O consumo de álcool, o tabagismo e uma dieta pobre em fibras e rica em gordura são outros fatores de risco para esse tipo de câncer. O exame consegue identificar alterações da mucosa do intestino que podem evoluir para um câncer e o tratamento dessas alterações já reduz o risco da doença. A colonoscopia deve começar a ser feita a partir dos 50 anos de idade para pessoas sem histórico familiar da doença.

Raio-X de tórax

Essencial para quem é fumante, o raio-x de tórax é importante para avaliar o estado dos pulmões após os 50 anos. “Apesar do câncer de pulmão não ser o mais prevalente, é um tipo de câncer mais agressivo”, afirma a pneumologista Sandra Aparecida Ribeiro, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisilogia (SBPT). Por isso, se o indivíduo é ou foi fumante, deve visitar um pneumologista anualmente para detecção desse problema. Após a meia-idade esse exame se torna mais importante, uma vez que quanto mais tempo de exposição ao cigarro, maiores os riscos.

Eletrocardiograma

O sistema cardiovascular sofre diversas modificações com o decorrer da idade, que culminam com o comprometimento da função cardíaca. “Ocorrem alterações estruturais no coração, nas válvulas cardíacas e nas paredes das artérias”, explica a geriatra Silvia. Tais modificações acarretam em diminuição da reserva funcional, limitando o desempenho cardiovascular durante as atividades físicas e em outras situações de grande demanda. Por isso, recomenda-se uma visita anual ao médico a partir dos 40 ou 50 anos, que fará uma análise clínica do paciente, avaliando se ele apresenta fatores de risco como obesidade e gordura abdominal – além de solicitar o ecocardiograma e medir a pressão arterial.

Exame de toque retal e PSA

A partir dos 45 ou 50 anos, todo homem deve marcar uma consulta com um urologista anualmente, pois o risco de um câncer de próstata ser diagnosticado nessa idade aumenta. A investigação correta para a doença é feita com uma história clínica completa, dosagem de PSA, toque retal e ultrassom de próstata por via retal.

Papanicolau e mamografia

A principal indicação da mamografia é para o rastreamento do câncer de mama – e as mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas da doença. Para mulheres que não tem histórico familiar e são assintomáticas, a mamografia deve começar a ser feita a partir dos 40 anos. Já para aquelas que possuem casos de câncer de mama na família, a mamografia deve começar a ser feita 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentas que tiveram a doença.

Juntamente com a mamografia, o exame de Papanicolau precisa continuar a ser feito mesmo após os 50 anos – independente da vida da mulher continuar sendo ativa ou não.

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