Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de maio de 2017
Maratonistas, ciclistas e outros atletas de provas de resistência frequentemente relatam a sensação de “bater na parede”, atingindo um nível de exaustão no qual é impossível continuar a competir. O treinamento regular, no entanto, pode afastar esta “parede” cada vez mais para “longe” ao promover alterações na forma como o organismo consome energia, como aumentar a queima de gordura.
Agora, uma simples pílula promete fazer isso sem que eles precisem dar um passo ou pedalada. Os cientistas esperam, com a novidade, trazer ao alcance de idosos, obesos mórbidos ou pessoas com problemas graves de saúde ou mobilidade limitada pelo menos alguns dos benefícios da atividade física.
Em testes anteriores com camundongos, o composto, designado GW), já havia se mostrado capaz de replicar alguns dos efeitos na saúde da prática de exercícios regulares, como aumentar o gasto de energia e reduzir a obesidade e o desenvolvimento de resistência à insulina. Nestes experimentos, porém, a substância não demonstrou qualquer influência na resistência dos animais, ou seja, por quanto tempo conseguiam se exercitar, se sua ingestão não fosse combinada com atividades físicas frequentes.
Em busca disso, os cientistas se voltaram para o gene PPAR Delta, identificado em pesquisas anteriores. Ele regula o funcionamento de vários outros genes que, por sua vez, controlam vários dos caminhos metabólicos usados pelo organismo para obter energia, em especial pelos músculos.
Normalmente, nossas células preferem consumir glicose resultante da quebra de carboidratos para isso. Com o treino regular, no entanto, as células musculares aprendem a atacar as reservas de gordura, deixando a glicose, mais fácil de ser “queimada”, para o consumo do cérebro, nosso órgão mais “voraz” em termos de energia.
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