Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2026
A musicista Buffy Sainte-Marie perdeu seu título honorário em meio a uma polêmica surgida a partir de uma investigação ter constatado que ela supostamente falsificou sua ascendência indígena.
A cantora, de 85 anos, recebeu o título de Doutora Honoris Causa em Direito pela Universidade de Toronto em 2019. Na época, autoridades da universidade afirmaram que ela estava sendo homenageada por seu trabalho na música e nas artes, bem como por sua defesa dos “direitos e da dignidade de todas as pessoas”.
Mas, na última quarta-feira, um conselho administrativo da universidade votou pela revogação do título honorário de Sainte-Marie após uma petição, segundo a CBC.
A decisão é apenas a mais recente honraria que a cantora, vencedora do Oscar por coescrever “Up Where We Belong”, perdeu desde que uma investigação de 2023 revelou que ela pode ter construído toda a sua carreira com base em engano.
Hinos anti-guerra
Enquanto Sainte-Marie ascendeu à fama com seus hinos anti-guerra “Universal Soldier” e “Now That the Buffalo’s Gone” na década de 1970, ela contava histórias comoventes sobre sua herança Mi’kmaq por meio de sua mãe adotiva.
Pais brancos
No entanto, a CBC revelou que a certidão de nascimento da cantora mostrava que ela, na verdade, nasceu Beverly Jean Santamaria, filha de pais brancos em Massachusetts – e não a mulher Cree da Primeira Nação Piapot, em Saskatchewan, como alegava ser desde a década de 1960.
Desde então, Sainte-Marie negou essas alegações, insistindo que a investigação sobre sua ancestralidade incluiu evidências “fabricadas”.
A Universidade de Toronto não forneceu razões para revogar o título honorário de Doutor em Direito de Sainte-Marie, dizendo apenas que recebeu uma petição em fevereiro de 2025 solicitando a mudança. A Universidade diz que o comitê recomendou que o título fosse revogado em uma reunião em 20 de abril deste ano e que o comitê executivo posteriormente endossou a recomendação.
O conselho administrativo da Universidade de Toronto lista apenas uma outra pessoa cujo título foi revogado: Duncan Campbell Scott, que presidiu a expansão do sistema escolar residencial do Canadá.
Um porta-voz disse por e-mail que eles são as únicas duas pessoas que tiveram seus títulos anulados desde que o Comitê Permanente de Reconhecimento foi criado em 2024. “Não podemos confirmar imediatamente o que pode ter acontecido nos 200 anos de história da universidade antes de tal processo ser implementado”, escreveu a universidade. As informações são do jornal O Globo e do site Toronto Today.
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