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Economia Vendas de Natal devem injetar 68 bilhões de reais no varejo

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Entre aqueles que não pretendem comprar nada neste ano, a principal justificativa é a falta de dinheiro. (Foto: Reprodução)

O comércio deverá se beneficiar em grande medida da volta das festas natalinas familiares e corporativas neste ano, na esteira do progresso da vacinação contra a covid-19. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offer Wise Pesquisas, cerca de R$ 68,4 bilhões deverão ser injetados na economia.

“Com o avanço da vacinação e o pleno funcionamento das atividades comerciais em todo o País, a expectativa é de que 77% dos consumidores comprem presentes neste ano, retornando ao patamar de consumo pré-pandemia”, diz o relatório da pesquisa da CNDL e da SPC Brasil.

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, essas projeções devem se confirmar mesmo em um cenário de dificuldade econômica.

“Este ano será possível realizar festas e eventos sociais e coorporativos. Isso também estimula as compras e o consumo. Apesar do cenário econômico preocupante, a pesquisa demonstra que a força simbólica e cultural do Natal se sobrepõe às adversidades com que os brasileiros ainda têm de lidar, como a crise econômica. O Natal é o período mais aguardado do ano para consumidores e comerciantes, e há indícios de que a disposição dos brasileiros para consumir está retornando, ainda que aos poucos”, afirmou Costa.

De acordo com o estudo, a estimativa de um ingresso de R$ 68,4 bilhões no setor considera um universo de 123,7 milhões de consumidores voltando às compras neste Natal.

Já entre aqueles que não pretendem comprar nada nas festas de fim de ano, a principal justificativa, apontada por 26% dos entrevistados, é a falta de dinheiro. Outros 19% alegaram falta de costume de presentear no Natal e 16% alegam falta de emprego.

Prévia do PIB

A atividade da economia brasileira registrou perdas em setembro pelo segundo mês seguido e fechou o terceiro trimestre com contração, indicando a possibilidade de recessão técnica, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira (16).

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve recuo de 0,27% em setembro na comparação com agosto, segundo dado dessazonalizado informado pelo BC.

Para piorar o cenário, o BC revisou com força para baixo o dado de agosto a uma queda mensal de 0,29%, de recuo de 0,15% informando anteriormente. O resultado de setembro ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de perda de 0,30%.

Isso levou o índice a fechar o terceiro trimestre com contração de 0,14% na comparação com os três meses anteriores, em meio à dificuldade de recuperação da economia ao caminhar para o final do ano.

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