Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de abril de 2017
Pedras, gás lacrimogêneo, queima de barricadas e lojas saqueadas: a Venezuela completa nesta segunda-feira um mês de turbulência nas ruas com grandes protestos contra o presidente Nicolás Maduro, sem que uma solução para a crise esteja à vista. Desde o dia 1º de abril, 28 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em incidentes violentos vinculados às manifestações, pelos quais o governo e a oposição se acusam mutuamente.
“Eu participo há um mês de todos os protestos porque quero que meu país se livre desta ditadura e que Maduro vá embora. Precisamos de comida, remédios, segurança”, relatou uma trabalhadora de 42 anos que vive na periferia da capital Caracas.
As manifestações ocorrem em uma situação muito complexa. O país com as maiores reservas de petróleo do mundo sofre uma profunda crise econômica, com escassez de alimentos e remédios, e uma inflação, a mais alta do mundo, que o FMI estimou em 720% para este ano.
Maduro diz que seus adversários fazem “terrorismo” para provocar um golpe de Estado e uma intervenção estrangeira. A oposição acusa o governo de reprimir violentamente as manifestações.
Nesta troca de acusações, a alta tensão na Venezuela complicou ainda mais as relações com vários países do continente e da Europa, além das organizações internacionais. Acusando a OEA (Organização dos Estados Americanos) de apoiar “intervenção” e “interferência”, a Venezuela iniciou na última sexta-feira o processo de retirada do corpo e se prepara para buscar apoios, nesta terça-feira, na reunião da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) em El Salvador.
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