Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de janeiro de 2018
A denúncia de um empresário ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-PR (Ministério Público do Paraná), que disse ter sido alvo da suposta organização criminosa investigada na ZR3 (Operação Zona Residencial 3), de Londrina, no Paraná, aponta que o vereador Mário Takahashi (PV) pediu R$ 1 milhão de propina.
O dinheiro, conforme a denúncia, era uma condição para a aprovação de um projeto de lei que alteraria o zoneamento das terras do empresário de industrial para residencial. Ele afirmou que foi alvo da suposta organização em 2017, mas que em 2013 já havia se encontrado com o vereador.
O empresário também disse ao MP que não aceitou a proposta de Takahashi. Em 2014, ele contou que tentou apresentar um pedido por conta própria na Câmara de Londrina, que foi negado pelo Legislativo.
“Posso afirmar que esse agentes públicos que já foram identificados estão, sim, envolvidos até o pescoço”, afirmou ao portal G1 o promotor Jorge Barreto.
Na investigação, o MP relata a descoberta da estrutura de uma organização criminosa integrada, em sua cúpula, pelos vereadores Mário Takahashi e Rony Alves (PTB).
Conforme o MP-PR, “a triangulação da organização criminosa em órgãos públicos se completa com a atuação do servidor público Ossamu Kaminagakura, lotado na Secretaria de Obras da Prefeitura de Londrina e responsável pela concessão de pareceres em processos que visam a implantação de loteamentos”.
A defesa de Mário Takahashi afirmou que o vereador nunca recebeu vantagens indevidas. A defesa de Rony Alves contestou as afirmações e disse que, apesar de apontar o vereador como integrante da cúpula de uma organização criminosa, o MP-PR não consegue indicar nas investigações um local, atitude, documento ou procedimento ilícito que caracterize o cometimento de crime.
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