Terça-feira, 14 de Julho de 2020

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Notícias Vereadores e representantes de entidades questionam o fechamento do Restaurante Popular de Porto Alegre

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Unidade servia refeições a R$ 1 para pessoas em situação de vulnerabilidade. (Foto: Divulgação/PMPA)

Na tarde dessa terça-feira, o fechamento do Restaurante Popular foi o tema de um debate na Cedecondh (Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana) da Câmara Municipal de Porto Alegre. Localizado na rua Santo Antônio, no bairro Floresta (Zona Leste), o estabelecimento fechou as portas na semana passada, após o encerramento do contrato da prestadora do serviço com a prefeitura.

A unidade contemplava em torno de 600 pessoas dia, incluindo pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade, idosos, população em situação de vulnerabilidade e pessoas carentes (até mesmo de cidades-vizinhas). No cardápio, o atrativo: a refeição pelo valor modico de R$ 1.

Conforme a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esportes, até que sejam implementados os cinco novos pontos de distribuição de comida que substituirão o antigo restaurante, o atendimento será feito de modo provisório no Ginásio Tesourinha, onde uma carreta da Adra (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) vem servindo cerca de 170 pratos diários, mas agora somente para pessoas em situação de rua que foram cadastradas.

Os novos restaurantes serão implementados no Centro Histórico, Restinga, Lomba do Pinheiro, Eixo Baltazar e Glória/Cruzeiro. “Para que isso aconteça, estamos preparando uma nova proposta de restaurante e o edital com as informações deverá ser lançado em breve”, disse o diretor de Direitos Humanos da Secretaria, Dari Pereira. “A ideia é descentralizar o atendimento.”

A nutricionista do Executivo Municipal, Vanuza Rosa, fez um relato do histórico do Restaurante Popular em Porto Alegre. “Antes existia uma parceria entre os governos Federal, Estadual e Municipal, mas desde 2017 a prefeitura banca tudo”, ressalta. Segundo ela, o custo anual é de R$ 1,85 milhão. “Em média, cada refeição de R$ 1 sai por R$ 14,69”.

Edson Campos, do MNPR (Movimento Nacional da População de Rua) questionou a mudança do endereço para o Tesourinha, mesmo que provisória. “Na Santo Antônio tínhamos atendimento para os turberculosos que, antes do almoço, recebiam remédio, e agora temos que fazer duas caminhadas”, reclamou ele.

George Carneiro, da Defensoria Pública da União, disse que recebeu com surpresa a notícia do fechamento do Restaurante Popular. “Ficamos sabendo pela mídia”, lamentou. “Vamos acompanhar desde o edital até a implantação dos novos locais”.

Quanto às instalações provisórias também disse que deveriam ter pensado num local mais definitivo, sem atrapalhar as atividades diárias do Tesourinha que, segundo ele atende em torno de mil pessoas diariamente na prática de ginástica e fisioterapia.

Vereadores

O vereador João Bosco Vaz (PDT) também questionou a instalação no Tesourinha. “Porque não instalaram no Galpão da EPTC, que fica em frente ao ginásio?”, reclamou. Ele prometeu ajudar a achar um novo local até que os definitivos sejam implementados. “Eu me proponho a fazer isso, em função as atividades no Tesourinha, que tiram as pessoas de casa e dos hospitais. É um espaço de convivência”.

O vereador Comissário Rafão Oliveira (PTB), vice-presidente da Comissão e que conduziu a reunião, disse que o governo não foi omisso e está fazendo a sua parte. “Está providenciando novas instalações e nós aqui, enquanto comissão, estaremos atentos”. Também participaram os vereadores Lourdes Sprenger (MDB), Fernanda Jardim (PP) e Marcelo Sgarbossa (PT).

(Marcello Campos)

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