Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2015
Após a reunião semanal da articulação política do governo, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) chamou na segunda-feira de “impensável” a possibilidade de um processo de impeachment e disse que a presidenta Dilma Rousseff está tranquila. Articulador político do governo, Temer tentou traçar um cenário de harmonia com o Congresso e elogiou a postura dos presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL).
“Em primeiro lugar, a presidenta está tranquila em relação a isso [especulações sobre impeachment]. É algo impensável para o momento atual. Eu tenho repetido isso com muita frequência, os partidos aliados têm repetido. Vejo isso com muita preocupação, não podemos ter uma tese dessa natureza sendo patrocinada por vários setores. Temos que ter tranquilidade institucional”, disse Temer. “O impedimento da presidenta da República poderia revelar uma crise institucional, o que é indesejável para o País”, acrescentou.
Sobre supostas conversas de peemedebistas com a oposição em torno da possibilidade de um impeachment, o vice-presidente disse que se tratam de posturas isoladas, que não revelam uma posição institucional do partido. “Eu não tenho menor notícia disso. Tem conversas isoladas, mas não é nada institucional. Queremos manter a chapa como foi eleita.”
Ao pedir respeito ao que chamou de “jogo democrático”, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse ontem que falar em impeachment “parece piada”, é uma postura de uma oposição e de uma direita truculenta. “Querem governar o Brasil, ganhem primeiro a eleição. A democracia tem regras, qualquer coisa fora disso é uma ameaça ao Estado democrático de direito.”
Guimarães rebateu ainda as críticas de que há crise na articulação do governo com a base aliada no Congresso. Conforme o líder, a articulação política comandada pelo vice-presidente vai bem. “[Tem quem diga:] tira o Temer, tira isso, tira aquilo”, como alguém do PMDB disse. “Mas, em um momento como esse [de dificuldades na economia], nós aprovarmos o ajuste fiscal da forma como aprovamos aqui, tem que ser motivo de comemoração.”
Em meio à crise política enfrentada pelo governo, o PSDB fez sua convenção nacional, no domingo, em clima de campanha e previu o fim precoce do governo Dilma. Os principais líderes tucanos disseram que a sigla está pronta para “ir até o fim” e assumir o comando do País.
Reeleito para o presidir a maior legenda de oposição do País, o senador Aécio Neves (MG) disse que o PSDB terá “coragem para fazer o que tem que ser feito” e que deve se preparar porque, “em breve”, deixará de ser oposição para “ser governo”. “[O PSDB] não pode temer o futuro. Hoje somos a oposição a favor do Brasil. Mas se preparem. Dentro de muito pouco tempo, não seremos mais a oposição, vamos ser governo. O PSDB é o futuro”, afirmou.
Sem citar Dilma nominalmente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que o petismo está “no fundo do poço”. “Ficou claro que o PT não gosta de pobre, não gosta do social. O PT gosta é de poder, a qualquer custo”, disse o tucano.
Os comentários estão desativados.