Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de abril de 2015
Segundo filme dos “Vingadores” mostra os heróis contra o robô Ultron, em 141 minutos de ação ininterrupta e muito humor
“Vingadores: Era de Ultron” não é apenas o melhor filme para fãs de super-heróis de quadrinhos feito até hoje. É um filme de ação e aventura impecável, até para quem não abre um gibi há décadas.
Quem é consumidor de HQ terá um prazer a mais na sessão, acompanhando a vingança do autômato Ultron contra seu criador, Tony Stark, e a humanidade. É um vilão surgido nos gibis em 1968.
O filme tem muitas piadas – Thor é o campeão –, algumas só entendidas por fãs, e um ou outro detalhe engraçado que apenas os verdadeiros maníacos vão captar.
Mas o segundo longa dos Vingadores, novamente dirigido por Joss Whedon, é mais didático que o anterior. Rapidamente, sem abdicar de cenas de ação ininterrupta, um “quem é quem” da equipe fica desenhado.
O time traz dois fortões, Thor (Chris Hemsworth), o deus nórdico honrado e destemido, e Hulk (Mark Ruffalo), um rastro verde de destruição a cada vez que Bruce Banner surta com alguma coisa.
Uma dupla cerebral tem Capitão América (Chris Evans), herói da Segunda Guerra e líder natural da turma, e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), que o mundo sabe que é o cientista milionário Tony Stark com a armadura que ele mesmo criou.
Resta a dupla fracote, com Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que nunca erra os disparos, e Viúva Negra (Scarlett Johansson), agente secreta. Ela tem uma função primordial no grupo, que é despertar e adormecer Hulk na mente de Banner. Quando o verdão está furioso, ele só volta à forma de Banner com uma canção de ninar da Viúva Negra. Sim, é “A Bela e a Fera” dos heróis.
Sem fôlego – O sexteto começa o filme atacando uma base da organização terrorista Hydra, numa sequência de tirar o fôlego. Na verdade, o público terá pouco tempo para respirar.
Na tentativa de criar um programa de computador para proteger o mundo, baseado em inteligência artificial, Stark inventa Ultron. A criatura se volta contra o criador. Os heróis enfrentarão centenas de robôs criados por Ultron e o próprio supervilão, que acomoda seu cérebro virtual em corpos metálicos.
No meio disso, o ótimo roteiro encontra espaço para que o casal de gêmeos mutantes Pietro e Wanda entre para o grupo (nos gibis ganham os nomes de Mercúrio e Feiticeira Escarlate) e para Ultron criar o Visão, androide que se torna Vingador.
Não vale contar mais. Equilibrado entre ação e humor, “Vingadores: Era de Ultron” crava definitivamente os super-heróis como um gênero cinematográfico. (Thales de Menezes/Folhapress)
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