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Brasil Vítima de golpe da mina de ouro diz que seus parentes pegaram dinheiro de agiotas e venderam seus bens para investir e hoje estão na miséria

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Cheque no valor de R$ 227 milhões entregue pelo golpista a uma das vítimas. (Foto: PF/Divulgação)

“Acabei dispondo de valores que eu não poderia, me afundando em contas, inclusive, fazendo empréstimos. Parentes meus emprestaram dinheiro com agiotas. Se desfizeram de bens e hoje estão em uma profunda crise, na miséria, necessitando de cesta básica. Indiscutivelmente é um golpe e nós fomos iludidos.”

Desse modo, um homem que perdeu cerca de 10 mil reais no golpe aplicado por uma quadrilha a partir do Estado do Mato Grosso do Sul resume a situação. A vítima, que não quer se identificar, não tem mais esperança de reaver o dinheiro.

Nesta semana, a PF (Polícia Federal) prendeu mais um suspeito de participar da quadrilha que teria aplicado os golpes. Em todo o País, aproximadamente 60 mil pessoas teriam sido vítimas da fraude.

A prisão é um desdobramento da operação Ouro de Ofir, que foi desencadeada no mês de novembro do ano passado, a partir de Campo Grande, onde o grupo estava baseado. Na época foram presos Celso Eder de Araújo e seu tio, Anderson de Araújo, além de Sidinei dos Anjos Peró, que se aproveitou do sobrenome igual ao de um delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para enganar as vítimas.

Sandro Aurélio Fonseca Machado, foi preso em Brasília (DF), quando tentava sacar em uma agência bancária 1,4 milhão de reais de um fundo de investimento que ele mantinha. O delegado da Polícia Federal, Guilherme Farias, diz que a suspeita é que o homem estava tentando fugir e que ele já tinha emitido cheques sem fundo que somavam mais de 2 bilhões de reais.

Os cheques eram para tentar enganar as vítimas do golpe, que insistiram em receber o retorno prometido com os supostos investimentos. Um dos cheques apresentados pela Polícia Federal tem o valor de 227 milhões de reais. O suspeito chegou a movimentar uma conta que ficou negativa em mais de 1,2 bilhão de reais.

Os suspeitos prometiam retornos milionários a partir do investimento em atividades como a repatriação de corretagem da venda de ouro de uma fictícia mina de ouro na Bahia e a liberação de uma antiga LTN (Letra do Tesouro Nacional), tudo mediante pagamento prévio das vítimas.

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