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Acontece Viveiro da Cidadania Cotrijal: seis anos de inclusão e sustentabilidade

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São 56 participantes do projeto que produzem diariamente de 200 a 300 mudas para reflorestamento;

Foto: Gisele Flores
São 56 participantes do projeto que produzem diariamente de 200 a 300 mudas para reflorestamento. (Foto: Gisele Flores)

O Viveiro da Cidadania da Cotrijal, em parceria com a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Passo Fundo, completa seis anos de história em 2026. Nesse período, consolidou-se como um dos projetos mais inspiradores da Expodireto, unindo inclusão social, cidadania e preservação ambiental.

São 56 pessoas de 18 anos em diante, todas com deficiência intelectual e múltipla, que participam diariamente do cultivo de mudas e flores. O trabalho é formal — todos têm carteira assinada — e organizado em duas turmas: das 8h ao meio-dia e das 13h30 às 17h30. Em cada período, produzem entre 200 e 300 mudas nativas, destinadas ao reflorestamento e aos associados da Cotrijal.

Durante a feira, cada visitante que passava pelo espaço podia escolher uma muda para levar gratuitamente para casa, gesto simbólico que reforça a ideia de cidadania compartilhada e de multiplicação da sustentabilidade.

Inclusão e autonomia

Além da produção, o projeto promove autonomia financeira. Os alunos recebem treinamentos de educação financeira e aprendem a administrar seus recursos, gastando com consciência e planejamento. Para muitos, é a primeira oportunidade de emprego formal, o que fortalece autoestima e integração comunitária.

O viveiro acolhe diferentes gerações: o mais velho dos participantes tem 62 anos, mostrando que o projeto é inclusivo e diverso. “É muito bom ver eles gastando o dinheiro deles, comprando as coisinhas, planejando. Eles prestam mais atenção que muita gente”, destacou Denise Carina Santos da Silva, coordenadora.

Impacto humano e ambiental

O viveiro é mais que um espaço de cultivo: é um laboratório de cidadania. Cada muda representa não apenas preservação da biodiversidade, mas também dignidade e protagonismo para pessoas que historicamente enfrentaram barreiras sociais.

A coordenadora Maria Carolina Rovani resume: “Eles cuidam das mudas com carinho e dedicação, e esse cuidado se reflete na qualidade das plantas. É um projeto que tem impacto ambiental e humano.”

Com seis anos de trajetória, o Viveiro da Cidadania prova que o agronegócio pode ser humano, social e ambientalmente responsável. Ao permitir que cada visitante leve uma muda para casa, o projeto amplia seu alcance e transforma a feira em espaço de partilha. Mais do que um viveiro de plantas, é um viveiro de vidas transformadas, que inspira outras cooperativas e empresas a seguirem o mesmo caminho. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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