Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Você abre aplicativos no seu smartphone mais de 60 vezes por dia? Se a resposta for sim, você está na categoria dos “viciados em celular”

Compartilhe esta notícia:

Número de de usuários compulsivos cresceu 59% de 2014 para 2015. Crédito: Reprodução

Se você abre aplicativos no seu smartphone mais de 60 vezes por dia, você está na categoria dos “viciados em celular”. O transtorno pode ser grave, mas tem cura e você não está sozinho. Há mais de 280 milhões desses compulsivos no mundo, de acordo com um levantamento divulgado pela empresa de análise de aplicativos Flurry. O dado mais preocupante é o que mostra que esse índice cresceu quase 60% em relação ao ano passado.

Os aplicativos mais acessados pelos “viciados” são, na maior parte, de redes sociais e de mensagens instantâneas, e os dependentes usam esses dispositivos com uma frequência pelo menos cinco vezes maior que o usuário médio.

De 2014 para 2015, o número de dispositivos inteligentes cresceu de 1,3 bilhão para 1,8 bilhão, o que representa um aumento de 38% de um ano para o outro. O número de usuários medianos, que utilizam aplicativos entre uma vez e 16 vezes por dia, cresceu de 784 milhões para 985 milhões no mesmo período, um aumento de 25%. Já o número de usuários muito ativos, que usam apps entre 16 e 60 vezes por dia, cresceu ainda mais: de 440 milhões para 590 milhões (aumento de 34%). Mas o grupo de usuários “viciados” foi o que cresceu mais violentamente, passando de 176 milhões em 2014 para 280 milhões em 2015 – um aumento de 59%.

Não por acaso, desde 2008, o Instituto Delete faz pesquisas sobre dependência de celular no Brasil e promove o uso consciente da tecnologia. Em seu centro de tratamento especializado em “detox digital”, mais de 400 pessoas já foram atendidas.

Compulsão.
Eduardo Guedes, diretor do Delete, diz que o primeiro passo para a cura é saber identificar se o indivíduo é um viciado ou não. Segundo o pesquisador, isso nada tem a ver com o tempo que se passa on-line ou o número de vezes que se acessa o celular.

“O uso abusivo ocorre quando a vida virtual começa a atrapalhar a real”, define Guedes. “Por exemplo, se a pessoa deixa de viajar porque não vai ter conexão Wi-Fi no local, se ela fica de mau humor quando está longe do aparelho e, em casos mais graves, se há brigas com parentes e amigos por conta da dependência.”
Saúde.
A compulsão pode ainda gerar problemas de saúde, como tendinite nas mãos e dores na coluna cervical (pelo hábito de olhar sempre para baixo), além de piora na qualidade do sono e ansiedade. Por isso, pode ser necessário fazer um “detox digital”.
O próprio site do Instituto Delete dá algumas dicas: desligar o celular ou deixá-lo no modo “silencioso” na hora de dormir, não checar o aparelho quando estiver dirigindo nem durante as refeições, criar horários específicos para navegar pelas redes sociais etc. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Saiba como evitar sete erros que podem anular sua redação do Enem
Morre autor do clássico “Always on my Mind”, Wayne Carson
Pode te interessar