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Você não é todo mundo: Pesquise-se!

(Foto: TSE/Divulgação)

Já foi abordado para participar de alguma pesquisa de intenção de voto ?

Nunca fui e também não conheço alguém que tenha sido.

As pesquisas surgem “do nada”, de repente me parecem distantes dos cidadãos comuns, entretanto, todos nós já lemos, vimos e ouvimos inúmeras vezes resultados de pesquisas que são  amplamente divulgadas.

A questão é:

Revelar antecipadamente a vontade de outros serve basicamente para quê?

Ou melhor, qual o objetivo dessas pesquisas?

Vamos pensar …

 A divulgação de resultados de pesquisas sobre a intenção de voto cumpre qual papel na sociedade ?

(  )  Informar a situação do momento dos candidatos;

(  )  São especulações que  antecipam tendências e induzem mudanças na intenção de voto de eleitores;

Acompanhe-me no raciocínio:

A primeira opção escancara  que prever o futuro é um antigo sonho da humanidade na tentativa de “adivinhar” o que irá acontecer no amanhã.

Querer  saber o sexo do bebê antes de nascer, e a clássica:

 Meros exercícios de futurologia que é parte da nossa cultura.

Lembram do sucesso que faziam os horóscopos? São curiosidades que não representam a expressão da verdade.

A segunda opção demonstra que as pesquisas eleitorais podem mesmo representar a vontade expressa do eleitor.

 Ou seja, mesmo sem a identificação do eleitor  pesquisado, o voto foi revelado e tornado de conhecimento público antes do final do pleito.

O compromisso com o sigilo pode estar em risco e passar a ter um  caráter eleitoreiro e indutivo, ameaçando o processo da liberdade de pensamento.

Essa causa, é  de todos Independentemente de nossas convicções políticas, a sociedade deve lutar pela total liberdade de escolha de cada um.

O “bombardeio” quase que diário das pesquisas de intenção de votos pode ser muito mais que uma mera informação ou sinalização, mas a indução do eleitor para migrar de sua convicção política para outro candidato com mais chances de ser eleito.

Seja para que o eleitor não  vote em quem está mal nas pesquisas e assim não “perder” seu voto e ainda pior, escolher outra opção para inviabilizar o candidato de sua maior  rejeição – o famigerado voto útil.

 Assim influenciados, milhares  buscam  o menos ruim ao invés do seu ideal.

Apesar de ser considerado liberdade de expressão, o “argumento” das pesquisas pode ter um viés antidemocrático,  até as pedras das  ruas sabem que resultados de pesquisas  influenciam os eleitores, principalmente os  indecisos.

 Pesquisas de partidos para avaliação e uso interno, tudo certo é válido.

Mas como ferramenta de convencimento com a divulgação e repetição massiva  nas redes sociais e na imprensa tradicional pode se constituir em argumento suficiente para mudar posições políticas de muitos eleitores, isso é fato.

O processo eleitoral não pode se constituir em jogos de adivinhações sobre qual candidato irá vencer o pleito, nem em manipulação da vontade dos eleitores, mas sim  na manifestação da convicção individual do cidadão, sem influência de terceiros.

Avalie.

 Será  que “a pesquisa da intenção de outros” é mais importante que a minha  própria vontade?

 Lembre-se que as pesquisas  custam milhões de reais e  são patrocinadas e divulgadas somente com o propósito de informar  quais candidatos lideram a vontade popular? Pense.

Infelizmente, muitos eleitores  conhecem mais detalhes dos resultados das pesquisas de intenção de votos do que dos  projetos dos candidatos.

Leve a sério o  seu direito de escolher seus representantes, faça isso considerando suas ideias e convicções políticas.

Lembra o que diziam  nossas mães quando queríamos fazer algo tolo, para copiar  nossos colegas ?

–   Você não é todo mundo!

Então, em se tratando do processo eleitoral, acredite em você mesmo.

PESQUISE-SE !

Rogério Pons da Silva

Jornalista e Empresário 

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