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Economia Wall Street não se abala com inflação nos Estados Unidos e encerra semana em alta

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Os mercados acionários dos Estados Unidos subiram nesta sexta-feira (28). (Foto: Reprodução/Google Maps)

Os mercados acionários dos Estados Unidos subiram nesta sexta-feira (28), com os investidores dando de ombros para dados que mostraram uma inflação mais forte do que o esperado, e os índices Dow Jones e S&P 500 tiveram seu primeiro ganho semanal das últimas três semanas.

O núcleo de preços ao consumidor, medidos pelo índice PCE, que exclui componentes voláteis de alimentos e energias, avançou 0,7% em abril, superando estimativa de 0,6% de analistas, após alta de 0,4% em março. O núcleo do índice PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos).

No acumulado de 12 meses até abril, o núcleo do PCE saltou 3,1%, ultrapassando a meta de 2% do Fed, à medida que a reabertura da economia desencadeou uma demanda reprimida.

Os investidores têm observado de perto os dados econômicos e os comentários das autoridades do Fed em busca de sinais de inflação descontrolada e da possibilidade de a autoridade monetária começar a recuar em relação às maciças medidas de estímulo.

“Os dados também permanecerão voláteis, os dados de inflação que vimos esta manhã com o núcleo do PCE foram altos, mas não muito acima do consenso”, disse Keith Buchanan, gerente sênior de portfólio da Globalt em Atlanta.

“Os efeitos de base de comparação definitivamente desempenham um papel, distorcendo os resultados de alguns modelos de números muito grandes na comparação anual”, acrescentou ele.

O Dow Jones subiu 0,19%, para 34.529,45 pontos, o S&P 500 ganhou 0,08%, a 4.204,11 pontos, e o Nasdaq teve oscilação positiva de 0,09%, a 13.748,74 pontos.

Na semana, o S&P subiu 1,17%, o Dow Jones teve alta de 0,94% e o Nasdaq valorizou-se 2,06%. Já no mês, o S&P 500 subiu 0,55%, o Dow Jones somou ganhos de 1,94% e o Nasdaq perdeu 1,53%.

Gastos moderados

O núcleo do índice PCE é a medida de inflação preferida do Fed. As leituras anuais podem permanecer mais altas por um tempo devido aos chamados efeitos de base, antes de diminuir no final deste ano.

Embora os gastos do consumidor tenham sido moderados no mês passado, uma vez que o aumento na renda advinda dos cheques de estímulos diminuiu, as famílias acumularam pelo menos 2,3 trilhões de dólares excedentes em poupança durante a pandemia, o que deve sustentar a demanda. Os salários também estão aumentando à medida que as empresas buscam atrair mão de obra para aumentar sua produção.

Generosos auxílios-desemprego financiados pelo governo, problemas com creches e o medo de contrair o vírus, mesmo com vacinas amplamente acessíveis, bem como aposentadorias relacionadas à pandemia, deixaram as empresas à procura de empregados.

Isso apesar de quase 10 milhões de norte-americanos estarem oficialmente desempregados. Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram 0,5% no mês passado. Os dados de março foram revisados para cima para mostrar aumento dos gastos de 4,7%, em vez de 4,2% conforme publicado anteriormente.

O aumento dos gastos ficou de acordo com as expectativas. A despesa foi contida pela redução de 0,6% nas despesas com bens. Embora as compras de bens duráveis, como veículos automotores, tenham aumentado 0,5%, os gastos com bens não duráveis caíram 1,3%. Os gastos com serviços aumentaram 1,1%. As informações são da agência de notícias Reuters.

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