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Zoológico de Sapucaia do Sul passa a expor anfíbio mexicano ameaçado de extinção

Axolotes foram apreeendidos em restaurante de Porto Alegre. (Foto: Igor de Almeida/Sema)

Administrado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), o Parque Zoológico de Sapucaia do Sul (Região Metropolitana de Porto Alegre) passou a expor 35 exemplares de uma espécie até então inédita em seus 63 anos de atuação: o axolote (Ambystoma mexicanum). Trata-se de um anfíbio originário do México e que costuma ser vítima de tráfico, fator que o levou ao status de criticamente ameaçado de extinção em nível mundial.

Para manter os animais, aquários foram adaptados e construídos mediante especificações adequadas. Placas informativas sobre a espécie e com alertas sobre o impacto danoso do tráfico de animais foram instaladas no novo recinto. Antes de entrar em exposição, passaram por quarentena e adaptação, já que não há como serem reintroduzidos no habitat natural.

Os axolotes foram apreendidos no semestre passado, durante operação conjunta entre a Sema e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (Dema). Ao todo, eram 74 exemplares, mantidos ilegalmente em um restaurante da capital gaúcha.

Conforme especialistas, o anfíbio chama a atenção porque, diferente de sapos e rãs, não passa pela transformação típica da vida aquática à terrestre. O resultado é uma aparência bastante peculiar. A espécie pode atingir 30 centímetros e habita exclusivamente a água doce – a expectativa de vida é de aproximadamente cinco anos. Costuma ser tranquila, movimenta‑se lentamente e alimenta‑se de pequenos peixes e microrganismos presentes no ambiente.

Outra característica é a capacidade de regenerar membros inteiros e até partes de órgãos internos, o que a torna alvo de estudo médico e científico em diversos países. Por esse motivo, os outros 39 exemplares apreendidos foram destinados a instituições parceiras da Sema, para fins de pesquisa.

(Marcello Campos)

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