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A ex-presidente da Petrobras Graça Foster tinha conhecimento da corrupção na petrolífera, mas não adotou “medidas efetivas” para investigar ou impedir a continuidade do seu funcionamento

Presidente da estatal entre 2012 e 2015 (governo Dilma Rousseff), Graça é uma das pessoas investigadas na fase 64 da Operação Lava-Jato. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A Operação Pentiti aponta que pelo menos dois delatores da Operação Lava-Jato – além do ex-ministro Antonio Palocci –, e e-mails do empresário Marcelo Odebrecht indicam que a ex-presidente da Petrobras Graça Foster tinha conhecimento da corrupção na petrolífera, mas não adotou “medidas efetivas” para investigar ou impedir a continuidade do seu funcionamento. Presidente da estatal entre 2012 e 2015 (governo Dilma Rousseff), Graça é uma das pessoas investigadas na fase 64 da Lava-Jato, deflagrada na sexta-feira (23).

A representação policial enviada à Justiça Federal de Curitiba aponta indícios de “possível conluio” entre Graça e o banqueiro André Esteves, para que a ex-presidente da estatal tivesse controle da Sete Brasil, empresa criada para intermediar as construções de plataformas para exploração do pré-sal. Segundo a investigação, o acerto teria direcionado o processo competitivo de venda dos ativos da Petrobrás na África para o BTG Pactual, de Esteves.

Em sua delação premiada, Palocci afirmou que Graça, para favorecer o BTG, transferiu a condução do processo de venda dos ativos da Área Internacional, então responsável pela negociação, para a Diretoria de Novos Negócios da estatal, “a fim de evitar que o PMDB solicitasse vantagens indevidas dos potenciais adquirentes”.

O ex-ministro também anotou que a nomeação de Graça na presidência da Petrobras, “por ser pessoa de confiança de Dilma, teria por objetivo direcionar eventuais cobranças por recursos das empresas contratadas para os interesses gerais do PT, e não mais de acordo com os interesses de Lula”.

A decisão sobre a operação de ontem também cita a delação premiada de João Carlos de Medeiros Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil. O colaborador, segundo a força-tarefa, disse que, em conversas com Graça, “concluiu que a então presidente da Petrobrás tinha pleno conhecimento das atividades de arrecadação de recursos para o PT/governo federal”.

Odebrecht

Ao autorizar a operação, a juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Federal do Paraná, considerou haver “elementos que indicam a possível ciência” de Graça Foster acerca de irregularidades em contrato de US$ 825 milhões mantido entre a Odebrecht e a Petrobrás, que se refere à prestação de serviços relacionados à Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Ainda de acordo com o documento, a ex-presidente da estatal teria “anuído com a continuidade” do acordo.

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