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A fabricante brasileira de aviões Embraer diz que os problemas com o avião 737 Max da Boeing não afetam a parceria mantida com a empresa norte-americana

Afirmação é de Nelson Salgado, vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores da Embraer. (Foto: Divulgação)

A fabricante brasileira de aviões Embraer informou que os problemas que a Boeing vem enfrentando com o modelo 737 Max 8, que sofreu dois acidentes em menos de cinco meses e teve a operação proibida nos EUA, Europa e muitos outros países, entre eles o Brasil, não afeta a parceria com a Boeing. As informações são do jornal O Globo.

Não tem conexão com a Embraer e não afeta a parceria estratégica com a Boeing”, afirmou Nelson Salgado, vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores da Embraer.

Salgado acrescentou, durante teleconferência de resultados da empresa, nesta quinta-feira, que é preciso concluir as investigações dos dois acidentes e, a partir de fatos concretos, avaliar que impactos isso pode ter para o produto e para a indústria de aviação.

Adalberto Febeliano, professor de Economia do Transporte Aéreo e formado em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), afirma que os problemas do modelo Max 8 não terão interferência na nova empresa a ser criada pela Boeing e Embraer na área comercial. Ele observa que dificuldades operacionais em modelos novos são relativamente comuns, são solucionadas e não afetam o projeto do avião, no longo prazo.

Sempre há dificuldades operacionais com modelos novos que, muitas vezes, infelizmente se manifestam na forma de acidentes. Mas essas dificuldades técnicas são solucionadas e não têm impacto no longo prazo na vida da aeronave. Portanto, não haverá nenhuma consequência para a nova empresa formada com a Embraer”, diz Febeliano.

O especialista lembra que a Embraer não tem problemas com certificação de software de controle de voo e pode, inclusive, ajudar a Boeing em novos projetos.

O advogado especializado em Direito Aeronáutico, Felipe Bonsenso, sócio do escritório Costa, Albino & Lasalvia Advogados, também não vê os acidentes com o modelo Max 8, e seus desdobramentos, afetando a transação entre Boeing e Embraer.

O principal interesse da Boeing é por aeronaves menores do que o Max (jatos regionais de até cem assentos). Portanto, são programas e produtos diferentes. A única questão que vejo, apesar de remota, é que eventualmente esse episódio possa causar algum atraso na conclusão do negócio, prevista para o final deste ano. Vale lembrar que a Boeing atrasou o lançamento do 777-X por conta do incidente”, disse Bonsenso.

Embraer teve prejuízo em 2018

Em 2018, ano em que fechou a criação de uma joint venture de sua unidade de jatos comerciais com a americana Boeing, a Embraer informou que teve um prejuízo líquido de R$ 669 milhões, o primeiro em dez anos. Em 2017, a companhia havia reportado lucro líquido de R$ 850,7 milhões. No quarto trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 78,1 milhões, revertendo lucro líquido de R$ 132 milhões no mesmo período do ano anterior. Também foi o primeiro prejuízo da empresa nos últimos três meses do ano desde 2011.

A Embraer havia reduzido, em janeiro, sua previsão de entregas de jatos executivos para 2018 de 105 a 121 aeronaves para 91 unidades, o que acabou se confirmando. No segmento comercial, a empresa entregou 90 unidades, dentro da previsão estimada – entre 85 e 95 aeronaves.

As entregas ficaram abaixo das nossas expectativas e esperamos recuperar em 2019. O resultado da companhia veio em linha com nossas estimativas e, para 2019, esperamos recuperação. Não é preocupante. As receitas devem crescer este ano”, disse Nelson Salgado.

A empresa encerrou 2018 com US$ 16,3 bilhões na carteira de pedidos, abaixo dos US$ 18,3 bilhões de 2017. Mas, segundo Salgado, a carteira cresceu quase US$ 3 bilhões em relação ao terceiro trimestre, sinalizando “reversão do quadro de redução que vinha sendo registrado nos últimos anos”.

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