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Notícias Em audiência na Câmara de Vereadores, um ex-engenheiro do Dmae indicou soluções para a falta de água em Porto Alegre durante o verão

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Adinaldo Fraga (D) fez críticas à prefeitura da Capital. (Foto: Giulia Secco/CMPA)

A Cuthab (Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação) da Câmara Municipal de Porto Alegre recebeu o engenheiro Adinaldo Soares de Fraga para falar sobre os casos recorrentes de falta de água em Porto Alegre durante o verão. Ex-funcionário do Dmae (Departamento Municipal de Águas e Esgoto), ele apresentou um estudo sobre o tema.

“Eu trabalhei durante 32 anos no Dmae e me sinto em condições de demonstrar algumas alternativas”, afirmou. “O saneamento não é um negócio, é direito de todos.” Segundo ele, em 2017 um artigo seu publicado na imprensa já apontava a possibilidade de desabastecimento na capital gaúcha.

“Compras de materiais como insumos para tratamento de água ficaram sem contrato”, detalhou, mencionando que após seis meses de gestão do prefeito Nelson Marchezan, 80 processos que estavam no comitê financeiro foram devolvidos à prefeitura.

“Com isso, os materiais e equipamentos para o Programa Verão de 20017-2018 não chegaram a tempo para serem instalados e testados”, prosseguiu. “Apesar do alerta, o governo resolveu ignorar o aviso.”

Fraga também falou da falta de funcionários. “Hoje, o Dmae tem 2.125 cargos vagos e, com a falta de pessoal, perde-se a capacidade de atender as demandas do departamento”, alertou.

“Mesmo após a contratação, é necessário um ano para capacitar o funcionário. E o tratamento de água em Porto Alegre foi projetado para operar com supervisão humana. As estações de água necessitam de verificação constante quanto ao funcionamento dos equipamentos e controle do processo”.

Ele criticou a prefeitura, que em setembro de 2018 anunciou a aprovação de R$ 259 milhões para realização de obras de abastecimento de água na estação de tratamento da Ponta do Arado, na Zona Sul da cidade, e o programa de redução e controle de perdas nos sistemas de abastecimento, mas não teria levado adiante as iniciativas: “Até agora, de concreto, nada foi feito”.

Zona Sul

Como parte da solução do problema de abastecimento na Ponta do Arado, que abastece grande parte da Zona Sul, Fraga exemplificou algumas soluções: “Concluir as obras de interligação com o sistema Menino Deus, setorizar o abastecimento da área da Quinta do Portal e Vila Mapa, trabalhar a redução de perdas de água e conclusão das substituições de redes antigas na Restinga”, citou.

Fraga alertaou que a prefeitura e o Dmae não devem autorizar novos empreendimentos imobiliários enquanto a nova ETA (Estação de Tratamento Ambiental) Ponta do Arado não seja concluída.

Como solução para o aumento de produção de água na Zona Sul, sugeriu a instalação de uma estação de tratamento compacta junto à ETA Belém Novo. “Teria um ganho de vazão de aproximadamente 150 litros por segundo”.

(Marcello Campos)

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