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A inflação para o consumidor recuou na segunda semana de maio

O IPC-S foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,24% na segunda semana deste mês, 0,08 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior, informou nesta quarta-feira (16) a FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,29% para 0,17%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item frutas, cuja taxa passou de 1,57% para -1,40%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Vestuário (0,59% para -0,04%), Habitação (0,30% para 0,24%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,09% para 0,99%), Educação, Leitura e Recreação (0,09% para -0,02%) e Despesas Diversas (0,13% para 0,08%).

Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens roupas (0,92% para 0,18%), móveis para residência (0,85% para -0,08%), medicamentos em geral (2,36% para 1,79%), futebol e outros eventos esportivos (5,38% para 1,83%) e clínica veterinária (0,47% para 0,12%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos Transportes (-0,03% para 0,04%) e Comunicação (0,08% para 0,20%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens tarifa de ônibus urbano (-0,33% para 0,33%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,48% para 0,75%).

IGP-10

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) variou 1,11% em maio, percentual superior à alta de 0,56% registrada em abril. Com esse resultado, o índice acumula alta de 3,18% no ano e de 3,58% em 12 meses. Em maio de 2017, o índice havia caído 1,10% e acumulava alta de 2,14% em 12 meses, conforme a FGV.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) acelerou de 0,70% em abril para 1,55% em maio. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram em média 0,04% em maio, ante 0,77% em abril. A principal contribuição para esse resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 6,39% para -6,23%. O índice relativo a Bens Finais, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,33% em maio. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,07%.

A taxa do grupo Bens Intermediários avançou de 0,85% em abril para 2,51% em maio. A principal contribuição para esse movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 3% para 9,76%. O índice de Bens Intermediários, obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou alta de 1,35%. No mês anterior, esse índice havia subido 0,51%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 0,43% em abril para 2,24% em maio. Contribuíram para a aceleração do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-10,36% para 3,90%), soja (em grão) (5,07% para 8,27%) e aves (-5,04% para -2,11%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens milho em grão (16,25% para 2,61%), cana-de-açúcar (0,67% para -2,73%) e laranja (9,74% para -1,47%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de 0,26% em maio. Em abril, a alta havia sido de 0,28%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (0,20% para 0,10%). Nessa classe de despesa, vale citar o comportamento do item frutas, que variou -0,27% em maio após registrar alta de 6,29% em abril.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (0,36% para 0,25%), Transportes (0,22% para 0,08%), Vestuário (0,39% para 0,30%) e Educação, Leitura e Recreação (0,13% para 0,01%). As maiores influências partiram dos seguintes itens: empregados domésticos (0,22% para 0,14%), etanol (0,87% para -3,07%), roupas femininas (1,16% para 0,78%) e excursão e tour (0,48% para -1,45%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,59% para 1,08%), Comunicação (0,03% para 0,14%) e Despesas Diversas (0,03% para 0,04%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, os maiores avanços foram observados para os seguintes itens: medicamentos em geral (0,38% para 2,24%), mensalidade para TV por assinatura (0,10% para 1,71%) e serviço religioso e funerário (0,14% para 0,49%).

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